Vales de alimentação e refeição têm reajuste de 10,08% e 7,42% por conta da inflação dos alimentos
No primeiro trimestre, empresas pequenas, médias e grandes aumentaram o valor dos cartões de benefícios dos colaboradores
Economia|Mariana Botta, do R7

As empresas que oferecem aos funcionários benefícios como vale-alimentação e vale-refeição parecem estar atentas ao impacto da inflação nos preços dos alimentos. Tanto é que aumentaram o valor dos cartões disponibilizados a seus colaboradores, como mostra um levantamento realizado pela Sodexo Benefícios e Incentivos.
Com base em informações de dados da base de clientes, a Sodexo verificou que empresas de todos os portes (pequenas, médias e grandes) realizaram algum reajuste no primeiro trimestre deste ano. O vale-refeição teve um aumento médio de 7,42%, e o vale-alimentação, de 10,08%, em comparação com o mesmo período de 2021.
Na capital paulista, a alta média foi de 15,95% para o vale-alimentação e de 8,25% para o vale-refeição.
Quando é feito o recorte por tipo de companhia, verifica-se que as pequenas e médias elevaram o valor do vale-alimentação em 7,07%, em média, no período, enquanto as grandes empresas autorizaram uma alta de 10,84%. Já para o vale-refeição, o aumento médio foi de 7,01% nas pequenas e médias e de 6% nas grandes corporações.
Para Rodrigo Somogyi, diretor de produtos da Sodexo Benefícios e Incentivos, o cenário inflacionário afeta diretamente a qualidade da alimentação do trabalhador. "Para as empresas, a oferta de benefícios ao trabalhador é questão de estratégia de negócio na retenção dos melhores talentos. A boa produtividade está diretamente ligada a uma refeição nutritiva e balanceada, mas hoje difícil de ser mantida dentro do orçamento sem a ajuda desses benefícios", diz o executivo.
As maiores altas foram encontradas nas regiões Centro-Oeste e Sul. Os trabalhadores do Centro-Oeste obtiveram maior valor médio no saldo do benefício de alimentação nos três primeiros meses: R$ 534,41. Em seguida vêm os das regiões Sul, com R$ 528,64; Norte, com R$ 433,19; Nordeste, com R$ 409,35; e Sudeste, com R$ 392,76.
Na comparação que toma como base apenas o benefício de refeição, as maiores médias estão no Sudeste, com saldo de R$ 518,24 no trimestre. Em seguida, aparecem Centro-Oeste, com R$ 463,04; Sul, com R$ 453,72; Nordeste, com R$ 444,21; e Norte, com R$ 431,52.
A cidade de São Paulo registrou aumento médio de 15,95% no valor do vale-alimentação, que passou para R$ 335,56, e de 8,25% no do vale-refeição, que chegou a R$ 522,12.














