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Acordo sobre programa nuclear do Irã será aplicado em 20 de janeiro

Negociação congela algumas atividades nucleares do país por seis meses

Internacional|Do R7

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Segundo o presidente Barack Obama, chegou a hora de dar uma oportunidade à diplomacia
Segundo o presidente Barack Obama, chegou a hora de dar uma oportunidade à diplomacia

O acordo alcançado entre o Irã e as grandes potências no fim de novembro sobre o programa nuclear iraniano será aplicado a partir de 20 de janeiro, anunciou o ministério iraniano das Relações Exteriores.

"A aplicação do plano de ação conjunto começará no dia 20 de janeiro", declarou o porta-voz do ministério, Marzieh Afjam, citado pela agência Mehr.


O acordo alcançado em Genebra estabelece um congelamento durante seis meses de algumas atividades nucleares do Irã em troca de um levantamento parcial das sanções impostas pelo Ocidente.

Na noite do último domingo (12), um funcionário americano informou que o Irã obterá no começo de fevereiro o primeiro desembolso de US$ 550 milhões dos US$ 4,2 bilhões que serão desbloqueados segundo o acordo temporário sobre o programa nuclear alcançado em novembro.


"O calendário começa em 1º de fevereiro e os pagamentos serão distribuídos em partes iguais durante os 180 dias", disse à reportagem um funcionário americano que pediu para não ser identificado. Mas como 1º de fevereiro é um sábado, provavelmente o pagamento será concretizado na segunda-feira, 3 de fevereiro.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou no domingo que o acordo sobre o programa nuclear iraniano entre Teerã e as grandes potências será aplicado a partir de 20 de janeiro, como anunciou pouco antes o ministro iraniano das Relações Exteriores.


"Comemoro este avanço importante, e vamos a partir de agora nos concentrar no trabalho crucial com o objetivo de obter uma resolução exaustiva que leve em conta nossas inquietações relacionadas ao programa nuclear iraniano", declarou Obama em um comunicado.

— Não tenho ilusões quanto à dificuldade em alcançar este objetivo, mas em nome da segurança nacional e mundial, chegou a hora de dar uma oportunidade à diplomacia.


Os representantes iranianos e da UE (União Europeia) chegaram a uma resolução na última sexta-feira (10) em Genebra sobre a aplicação do acordo temporal que precisava de ratificação por parte dos países signatários e de decisão da data de início para sua aplicação, segundo os negociadores.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, negociou com o Irã em nome do grupo 5+1 (China, Estados Unidos, Rússia, Reino Unido e França, mais a Alemanha).

O acordo entre o grupo 5+1 e Teerã prevê uma limitação no enriquecimento de urânio no Irã a menos de 5% durante seis meses, um período no qual não haverão novas sanções econômicas para o país e parte das que são aplicadas atualmente serão retiradas.

A última rodada de negociações realizada em Genebra estava destinada a regular de forma política três questões pendentes. Uma das principais, segundo as fontes diplomáticas, se referia às últimas gerações de centrífugas iranianas para enriquecer urânio.

O Irã possui atualmente mais de 19 mil centrífugas, das quais 1.000 são de segunda geração e ainda não começaram a funcionar.

Os países ocidentais e Israel suspeitam que o Irã tente levar adiante um programa para elaboração de uma bomba atômica, hipótese descartada pela República Islâmica, que garante que seu programa tem fins civis.

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