Após 13 anos em missão de paz da ONU, soldados brasileiros deixam Haiti

Militares trabalharam na manutenção da paz e se envolveram em algumas polêmicas

Último contingente de soldados brasileiros embarcou para o Haiti em maio de 2017
Último contingente de soldados brasileiros embarcou para o Haiti em maio de 2017 Reprodução/www.eb.mil.br

A missão de paz da ONU no Haiti chefiada há 13 anos pelo Brasil chega ao fim na próxima quinta-feira (31). Desde 2004, 36.058 militares brasileiros participaram das operações no país caribenho, sendo 29.627 do Exército, 6.114 da Marinha e 317 da Aeronáutica. Hoje, o efetivo é de 950 militares — 732 do Exército, 185 da Marinha e 33 da Aeronáutica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo dados do Exército Brasileiro, os soldados que estiveram presentes na Minustah [Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti] trabalharam na manutenção da paz, no fortalecimento das instituições nacionais haitianas e na segurança da área de operações sob sua responsabilidade. Pelo menos 21 contingentes de diferentes nacionalidades chegaram a ser chefiados pelo Brasil desde o início das atividades.

A passagem dos soldados brasileiros pelo país caribenho foi marcada também por algumas polêmicas. Em 2006, o comandante das tropas da Minustah , Urano da Matta, suicidou-se no hotel onde morava. Algum tempo depois, em 2013, um soldado de nome Geraldo Barbosa Luiz, então com 21 anos, disparou contra a própria cabeça com um fuzil dentro do quartel em Porto Príncipe. Já em 2016, veio à tona uma denúncia de que brasileiros estariam entre soldados das forças de paz da ONU acusados de abuso sexual no Haiti.

O 26º Contingente do Batalhão Brasileiro de Força de Paz — o último a atuar em solo haitiano — saiu do Brasil no último dia 16 de maio. As viagens de retorno dos militares de Rio de Janeiro, São Paulo e Caçapava que ainda estão no Haiti devem acontecer entre 10 e 17 de setembro. Em 15 de outubro, a base usada pelo País será oficialmente entregue à ONU.

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