Ataque atribuído ao Estado Islâmico deixa mais de 50 mortos na Síria
Segundo as autoridades, 46 civis e sete soldados morreram enquanto trabalhavam na colheita de trufas do deserto
Internacional|Do R7

A TV estatal da Síria anunciou nesta sexta-feira (17) que ao menos 53 pessoas morreram em um ataque atribuído ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) na região central do país.
"Cinquenta e três pessoas que colhiam trufas foram assassinadas em um ataque de terroristas do Daesh [acrônimo em árabe do EI] a sudeste da cidade de Sojné, no leste da província de Homs", segundo o informe.
O diretor do hospital de Palmira, Walid Audi, relatou que 46 civis e sete soldados foram mortos.
Os corpos das vítimas foram "levados ao hospital depois da emboscada", completou, em declarações à rádio pró-governo Sham FM.
O OSDH (Observatório Sírio de Direitos Humanos), ONG sediada em Londres, havia reportado antes um balanço de 36 mortos.
Nos últimos anos, várias pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram atacadas em diversas partes da Síria enquanto procuravam trufas. O alimento, também conhecido como trufa da areia, é geralmente coletado entre fevereiro e abril e vendido a preços altíssimos.
Depois que os jihadistas perderam os últimos domínios na Síria em março de 2019, após uma campanha militar liderada pelos Estados Unidos, muitos membros do grupo Estado Islâmico no país se refugiaram em áreas desérticas.
Desde então, eles usam esses esconderijos para emboscar forças curdas e tropas sírias, bem como para planejar ataques no vizinho Iraque. Helicópteros russos e sírios continuam a atacar regularmente jihadistas do EI em áreas desérticas.
Síria tem cenário desolador após terremoto
O terremoto de magnitude 7,8 teve seu epicentro na Turquia, na cidade de Gaziantep, no sudeste do país, atravessou a fronteira, atingindo também com força a Síria. O país governado por Bashar al-Assad passa por uma guerra civil que dura onze anos e, po...
O terremoto de magnitude 7,8 teve seu epicentro na Turquia, na cidade de Gaziantep, no sudeste do país, atravessou a fronteira, atingindo também com força a Síria. O país governado por Bashar al-Assad passa por uma guerra civil que dura onze anos e, por isso mesmo, já tem um elevado grau de destruição em suas cidades. O terremoto agravou ainda mais a situação desesperadora do povo sírio, que passa por momentos desoladores. Na foto acima, mulher caminha, neste sábado (11), com um forno e um botijão de gás em meio a busca por sobreviventes cinco dias após o desastre na cidade de Jindayris, na província de Alepo

























