Ataque de Israel destruiu mais alvos do que regime sírio admite, diz oposição
Três quartéis militares que pertencem à tropa de elite da Guarda Republicana e o centro de pesquisa militar de Jamaraya também teriam sido atingidos
Internacional|Do R7

O ataque aéreo israelense do último sábado (4) sobre a periferia de Damasco destruiu mais alvos do que os reconhecidos pelo regime, como armazéns de munição e bases da Guarda Republicana, informou à Agência Efe o porta-voz do Exército Livre Sírio (ELS), Qasem Saadedin.
— [Este bombardeio] não quer dizer que Israel defenda o povo sírio, mas reagiu para proteger sua segurança e impedir que o regime de Bashar al Assad transfira mísseis com capacidade de levar armas químicas ao sul do Líbano.
A medida é justificada pelo fato de que o sul do Líbano é um reduto do grupo radical xiita Hezbollah, aliado de Damasco. Entre os alvos atacados, segundo a fonte, há três quartéis militares que pertencem à tropa de elite da Guarda Republicana, na região de Qudsiya, além de um asilo de mísseis Scud em Maareba e outro de mísseis iranianos Fateh, nessa mesma área.
Além disso, os bombardeios destruíram armazéns de munição localizados no monte Qasiyun, perto de Damasco, um edifício militar em Al Hameh e o centro de pesquisa militar de Jamaraya, o único caso sobre o qual o governo sírio informou.
Obama: Israel tem direito de combater tráfico de armas do Hezbollah
Mais de 100 corpos são encontrados em cidade síria de Baniyas
A agência de notícias "Sana", porta-voz do regime, qualificou o bombardeio israelense como "uma tentativa clara de ajudar os grupos terroristas armados depois dos fortes golpes que receberam", em alusão aos rebeldes que combatem o governo de Bashar al Assad.
A rede de televisão estatal informou que a "agressão israelense" foi acompanhada de "tentativas de grupos terroristas de atacar postos de controle militares em várias zonas", e especificou que as forças do regime conseguiram repelir esses ataques, deixando mortos e feridos entre os rebeldes.
Por sua vez, o ministro de Turismo de Israel, Uzi Landau, justificou hoje qualquer ação de seu país para impedir que armas cheguem às mãos de grupos terroristas. Algumas das instalações militares atacadas durante a noite foram bombardeadas no final de janeiro em um ataque similar, do qual Israel não se responsabilizou. O bombardeio de hoje ocorreu cerca de 24 horas após outro ataque com mísseis a um comboio com armas aparentemente destinadas ao Hezbollah.
O que acontece no mundo passa por aqui
Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia














