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Avião da Egyptair explodiu antes de cair, dizem legistas

Chefe de investigação do Egito negou a informação, dizendo que é apenas uma suposição 

Internacional|Da Ansa

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Destroços do avião da Egyptair, que desapareceu dos radares na última quinta-feira (19)
Destroços do avião da Egyptair, que desapareceu dos radares na última quinta-feira (19)

Médicos legistas e fontes da comissão de inquérito sobre o acidente com o voo MS804 da Egyptair disseram nesta terça-feira (24) terem indícios suficientes de que houve uma explosão a bordo antes do avião cair no mar.

"Não há nenhum corpo que está inteiro, com braços ou cabeça", disse um médico egípcio.


— A explicação lógica é que se trata de uma explosão.

A hipótese da explosão tem ganhado força com os primeiros relatórios da comissão de inquérito.


"Eles indicam que, segundo a autópsia dos restos dos corpos das vítimas, uma explosão ocorreu dentro do avião antes que ele caísse", confessaram fontes ligadas à investigação, pedindo anonimato, já que o caso ainda não foi encerrado.

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Foram levados para análise 23 pacotes com restos mortais e tecido dermatológico para exames de DNA. Ao todo, há 80 fragmentos humanos que poderão ajudar a estabelecer as circunstâncias do acidente.


"Os relatórios indicam que nenhum corpo foi devorado por peixe ou sofreu mudanças quando caiu no mar", disseram as fontes.

O Airbus 320 da Egyptair levava 66 pessoas a bordo, sendo 56 passageiros e 10 funcionários da companhia aérea, quando desapareceu dos radares na última quinta-feira (19).

O voo MS804 fazia a rota entre Paris e Cairo e perdeu contato com as torres de comando quando saía do espaço aéreo grego e ingressava no egípcio.

Foram encontrados destroços da aeronave próximo à cidade Alexandria, na costa do Egito.

As autoridades ainda não sabem se o avião sofreu uma falha técnica ou foi alvo de um atentado terrorista, pois, em outubro, o grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) derrubou uma aeronave da companhia russa Metrojet no Sinai.

O chefe de investigações forenses do Egito negou relatos de que uma análise inicial de restos humanos pertencentes a vítimas a bordo do avião.

"Tudo publicado sobre esta questão é completamente falso, e meras suposições que não vieram da Autoridade Forense", disse Hesham Abdelhamid em comunicado, de acordo com a agência Mena.

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