Bachelet e conservador Longueira vão disputar eleição presidencial no Chile
Dupla enfrentará grupo de candidatos com baixa adesão e presença na mídia
Internacional|Do R7

A ex-presidente chilena Michelle Bachelet venceu com folga no domingo (30) as primárias da oposição e será a candidata da centro-esquerda nas eleições presidenciais de novembro, que ela disputará com o conservador ex-ministro Pablo Longueira.
A médica de 61 anos obteve 73,05% na inédita votação interna da coalizão Nova Maioria, cujas principais forças governaram o Chile por duas décadas até que em 2010 o bilionário conservador Sebastián Piñera assumiu o governo.
"Foram primárias inéditas, impressionantes, onde o Chile demonstrou sua capacidade democrática", disse Bachelet.
A ex-presidente, a quem as pesquisas mostram como favorita para o pleito de 17 de novembro, disse que sua vitória nas primárias foi um impulso para a sua agenda de reformas.
— Hoje os chilenos votaram por uma reforma tributária que permita tornar a educação gratuita uma realidade e também permita fazer progressos em outras políticas públicas. Hoje os chilenos votaram por uma nova Constituição."
A pediatra socialista, que governou entre 2006 e 2010, conseguiu que sua presidência fosse uma das mais populares no Chile devido a um estilo cordial e de benefícios sociais, apesar de uma lenta resposta a um devastador terremoto seguido de tsunami que atingiu o país nos últimos dias no cargo.
Bachelet, uma das 28 mil pessoas torturadas durante a ditadura de Pinochet, venceu as primárias com mais de 1,5 milhão de votos, quase o dobro dos dois candidatos que disputaram a candidatura, o que a deixa muito bem encaminhada para novembro, segundo analistas.
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Longueira, ex-ministro da Economia e um homem próximo do ex-ditador Augusto Pinochet, venceu no domingo as primárias do partido governista por uma estreita margem, com 51,3% sobre seu adversário da Aliança, o ex-ministro da Defesa Andrés Allamand, que obteve 48,6%.
Longueira é a principal figura da conservadora União Democrata Independente (UDI) e foi um dos homens mais próximos de Pinochet nos últimos anos antes de sua morte, em 2006.
O ex-ministro surgiu como um candidato presidencial apenas dois meses depois de o ex-ministro de Mineração Laurence Golborne, que coordenou o resgate épico dos 33 mineiros presos em uma mina, deixar a disputa das primárias.
Bachelet e Longueira vão concorrer praticamente sozinhos na nova etapa da corrida presidencial, já que enfrentarão um grupo de candidatos com baixa adesão e presença na mídia.
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