Brasileiro morto na Austrália sofreu ação selvagem da polícia, diz investigadora

Roberto Curti estava sob efeito de LSD, mas agentes envolvidos no caso serão punidos

Brasileiro teria recebido 14 choques antes de morrer em março deste ano
Brasileiro teria recebido 14 choques antes de morrer em março deste ano Reprodução / Rede Record

A funcionária australiana Mary Jerram, encarregada de investigar a ação policial que levou à morte de Roberto Curti em Sydney, concluiu que os agentes agiram de forma "selvagem" ao interpelar o jovem brasileiro.

A funcionária de Nova Gales do Sul que investiga a morte de Roberto Curti, 21 anos, recomendou que os cinco policiais envolvidos sejam alvo de uma ação disciplinar e que haja uma imediata revisão dos critérios de uso de armas (de choque) Taser pela polícia local.

Os policiais interpelaram Roberto Curti na rua, após o jovem consumir LSD com dois amigos, acreditando que o brasileiro havia assaltado uma loja de conveniência minutos antes.

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Roberto recebeu ao menos 14 choques com armas Taser, foi jogado ao chão e teve spray de pimenta pulverizado contra o rosto, em uma ação "negligente, descuidada, perigosa e de força excessiva", destacou Jerram. "Houve abuso da força policial em vários momentos".

O uso da arma Teaser foi "selvagem e fora de controle" contra o jovem brasileiro, com os policiais agindo "sem a menor ideia do que havia ocorrido" antes de interpelar Roberto Curti.

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Os policiais afirmaram que Roberto Curti parecia um "super-humano", reagindo com extrema força, mas as câmeras revelam que ele foi rapidamente algemado após ser jogado ao chão.

Mary Jerram concluiu que mesmo após estar com os braços e as pernas imobilizados, Roberto Curti foi atingido por disparos de Taser e jatos de spray de pimenta no rosto. Minutos depois, desfaleceu e não pôde mais ser revivido.