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Comunidade judaica na Argentina volta a pedir de justiça após morte de Nisman

Grupo também exigiu que não haja obstáculos para a investigação do atentado de 1994

Internacional|Do R7

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Centenas de pessoas se concentraram na quarta-feira (21) em Buenos Aires, convocadas pela comunidade judaica, para pedir verdade e justiça após a morte do promotor Alberto Nisman, além de exigir que não haja impedimentos para a investigação do atentado cometido contra a associação israelita Amia, que deixou 85 mortos em 1994.

Na manifestação, realizada em frente à sede da Amia (Associação Mutual Israelita Argentina), foram reforçadas as exigências para que se dissipem as dúvidas em torno da morte do promotor, que, na semana passada, denunciou a presidente Cristina Kirchner e vários de seus colaboradores por uma suposta tentativa de acobertamento dos iranianos suspeitos pelo atentado.


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Os manifestantes exibiram cartazes com a fotografia do promotor e com os dizeres "Todos somos Nisman" e "Justiça".


Além disso, interromperam os dirigentes da comunidade judaica que discursaram no ato com gritos contra Cristina Kirchner e contra o chanceler, Héctor Timerman, também denunciado pelo promotor.

"Decidimos ser prudentes", ressaltou em seu discurso o presidente da Amia, Leonardo Jmlenitsky, em referência à denúncia apresentada por Nisman antes de morrer, e considerou que a Justiça argentina é quem deve se posicionar sobre o processo.


Jmlenitsky exigiu que "todos os poderes redobrem seus esforços para esclarecer" o atentado à Amia, que no dia 18 de julho de 1994 deixou 85 mortos, e a morte de Alberto Nisman.

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Mais enfático em seu discurso, o presidente da Daia (Delegação de Associações Israelitas Argentinas), Julio Schlosser, questionou a atuação do governo argentino após a denúncia de Nisman. 

"Com sua morte, não vamos permitir que morra nossa esperança, nossos anseios por justiça, e deixar o caso Amia morrer", ressaltou o presidente da Daia.

Schlosser criticou o memorando de entendimento assinado em janeiro de 2013 entre a Argentina e o Irã, que prevê a revisão de toda a documentação da investigação e a possibilidade de que os suspeitos do ataque terrorista sejam interrogados em solo iraniano.

"Devemos convencer a todos que esta não é a luta da comunidade judaica, mas de um país que quer justiça", afirmou Schlosser. "Não vamos permitir a morte de outro promotor, não vamos permitir que os intimidem e lhes digam o que deve ser feito", finalizou.

Em uma conversa com a Agência Efe, o tesoureiro da Amia, Ariel Cohen Sabban, afirmou que a instituição ainda não estudou com profundidade o texto completo da denúncia de Nisman, divulgado na terça-feira.

"Nossos profissionais vão analisar (a denúncia) nos próximos dias. A partir daí, os resultados chegarão a nossa mesa diretora e, em seguida, a Amia vai se posicionar", antecipou. 

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