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Condutor disse que queria "morrer" logo após o descarrilamento, diz jornal espanhol

Foram divulgados alguns trechos das gravações da conversa que o condutor teve com a sala de controle da companhia de trens instantes após o acidente

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Dois homens ajudam o condutor Francisco José Garzón a sair da área próxima ao acidente de trem
Dois homens ajudam o condutor Francisco José Garzón a sair da área próxima ao acidente de trem

Dois dias após o acidente de trem que deixou pelo menos 80 mortos na Espanha, foram divulgados alguns trechos das gravações da conversa que o condutor Francisco José Garzón teve com a sala de controle da companhia de trens instantes após o acidente.

Na conversa, registrada na “caixa preta” do trem, Francisco pede orientações sobre como deve agir e diz: "Eu estraguei tudo, eu quero morrer", segundo informações divulgadas pelo jornal espanhol El País.


O maquinista, de 52 anos, está preso em um hospital na cidade no noroeste da Espanha. Francisco usou o seu direito de ficar em silêncio para não responder às perguntas durante o interrogatório policial no Hospital Clínico de Santiago, no qual permanece internado, pois também ficou ferido no acidente.

Trem que descarrilou na Espanha seguia a 190 km/h, o dobro da velocidade permitida


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Membros da Brigada da Polícia Judiciária estiveram na tarde desta sexta-feira (26) no hospital para recolher seu primeiro depoimento como acusado, mas o condutor optou por não responder. Ele está sendo investigado por comportamento criminoso ao causar o acidente e por "negligência", disse o chefe da polícia regional, Jaime Iglesias.


Uma porta-voz da Suprema Corte na região da Galícia disse que Garzon ainda não tinha sido formalmente acusado e que provas, incluindo a “caixa preta” do trem, estavam sendo reunidas.

— Estamos reunindo elementos para serem usados como prova, vídeos, áudios e todo o trabalho técnico que está sendo feito no trem.


Renfe, a empresa de trem estatal espanhola, disse que Garzón era veterano na empresa, na qual trabalhava havia 30 anos, e que dirigia trens há uma década. Ele era altamente qualificado e vinha dirigindo a linha onde o acidente ocorreu há um ano.

Na manhã da tragédia, ele tinha dirigido um trem na mesma linha, que liga La Coruña a Madri, e um porta-voz da Renfe disse que ele conhecia cada curva e deformação da rota.

O motorista reconheceu que estava a uma velocidade de 190 km/h em uma zona em que o limite era restrito a 80 km/h, informaram à Agência Efe na quinta-feira (25) fontes da investigação.

Após o acidente, o primeiro com um trem de alta velocidade no país, o motorista manteve conversas por rádio nas quais assegurava que estava muito acima da velocidade indicada para a curva onde ocorreu o descarrilamento.

Além disso, as fontes da investigação explicaram que, pouco tempo depois do acidente, o motorista do trem admitiu que estava em uma velocidade de 190 km/h perante o delegado do Governo na Galícia, Samuel Juárez.

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