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Confrontos deixam 31 mortos após julgamento no Egito

Entre vítimas estão um jogador de futebol e um ex-jogador; mais de 300 estão feridos

Torcedores do Al Ahy, time de futebol egípcio, celebram veredicto da Justiça, no Cairo. Tribunal condenou à morte 21 pessoas por envolvimento na tragédia de janeiro de 2012, quando 74 pessoas morreram em um estádio em Port Said
Torcedores do Al Ahy, time de futebol egípcio, celebram veredicto da Justiça, no Cairo. Tribunal condenou à morte 21 pessoas por envolvimento na tragédia de janeiro de 2012, quando 74 pessoas morreram em um estádio em Port Said 26.01.2013/Amr Abdallah Dalsh/Reuters

Pelo menos 31 pessoas morreram, a maioria deles a tiros, nos confrontos entre manifestantes e as forças de segurança em torno da prisão de Port Said, no nordeste do Egito, informaram fontes médicas neste sábado (26).

Entre os mortos se encontram o jogador Mohammed al Dadui, que joga em um clube local da segunda divisão egípcia, e o ex-goleiro da equipe Al Masry, Tamer al Fahla, que conquistou a Copa do Egito de 1998.

O confronto começou depois que 21 pessoas foram condenadas à pena de morte pelos atos de violência que deixaram 74 mortos há um ano em um estádio de futebol da cidade.

Estes confrontos ocorreram um dia após o segundo aniversário da revolução que depôs o então ditador Hosni Mubarak, cuja celebração também foi marcada pela violência entre manifestantes e policiais, com nove mortos em todo o país.

O diretor do departamento de hospitais na delegação do Ministério da Saúde em Port Said, Abderrahman Farah, explicou que o número de feridos passa de 300, e que estão sendo levados a todos os hospitais da cidade.

— Ainda estamos recebendo feridos, mas de uma maneira menos intensa que durante a manhã.

Muitos feridos já chegaram mortos aos centros médicos, assinalou Farah, que acrescentou que as vítimas apresentavam "além de marcas de balas, fraturas e cortes".

Onda de confrontos

Os tumultos aconteceram após ser divulgada a decisão de um tribunal de sentenciar à pena de morte 21 envolvidos no massacre do estádio de Port Said entre torcedores de clubes rivais há quase um ano.

Após a decisão, parentes dos condenados e torcedores fanáticos do time local Al Masry tentaram invadir a prisão e enfrentaram com armas de fogo e coquetéis molotov as forças de segurança.

O exército enviou tropas para a cidade para tentar restaurar o clima de tranquilidade e proteger os prédios públicos, anunciou Ahmed Wasfi, general do Estado-Maior, à agência oficial Mena.

Esta é a segunda cidade para onde foram enviadas nas últimas horas unidades das Forças Armadas. Na manhã de hoje, soldados chegaram a Suez, onde ontem à noite ocorreram graves distúrbios, nos quais morreram oito pessoas

Essa nova onda de violência ocorreu um dia depois de nove pessoas morrerem e 584 ficarem feridas, segundo os últimos dados do Ministério da Saúde, nos enfrentamentos registrados em todo o país durante a celebração do segundo aniversário da revolução que derrubou o presidente Hosni Mubarak.

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