De volta ao banco dos réus, Mubarak nega as acusações por corrupção e pela morte de manifestantes
Julgamento do ex-presidente do Egito foi retomado no Cairo neste sábado (11)
Internacional|Do R7

O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak negou nesta sábado (11) as acusações por corrupção e pela morte de manifestantes durante a revolta que o tirou do poder em 2011, durante a primeira sessão de seu novo julgamento no Cairo.
Também rejeitaram as acusações pela morte de manifestantes o ex-ministro de Interior, Habib al Adli, e seis de seus auxiliares, assim como os filhos do ex-presidente Alaa e Gamal, que são julgados pelo suposto enriquecimento ilícito relacionados com a venda de gás para Israel, por valores menores que os de mercado.
Mubarak chegou de helicóptero à Academia da Polícia do Cairo para voltar a ser julgado pela morte de manifestantes durante a revolta de 2011 que o desbancou do poder, informou a agência estatal de notícias "Mena". Ele está sentado em uma maca e com óculos de sol em uma sessão iniciada pelo juiz Mahmoud el Rashidi, citando o nome dos diferentes acusados.
Hosni Mubarak volta ao banco dos réus
O julgamento se repete depois que em janeiro passado foi ordenado por um tribunal de apelação, que por sua vez anulou a condenação a prisão perpétua ditada contra Mubarak e contra o ex-ministro egípcio de Interior Habib al Adli alegando irregularidades no processo.
Segundo a defesa dos acusados, aquela histórica decisão do dia 2 de junho de 2012 não contava com provas suficientes, enquanto o Ministério Público exigia que fosse aplicada a pena de morte aos culpados. Também são processados pela morte de mais de 800 manifestantes seis ajudantes do ex-ministro, que anteriormente tinham sido absolvidos.













