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Dinamarca planeja prorrogar proibição de criação de visons

Mutação de uma cepa do coronavírus fez com que todos os espécimes do animal fossem sacrificados no país em 2020

Internacional|Do R7

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Vision foi identificado como único animal capaz de transmitir covid-19 para humanos
Vision foi identificado como único animal capaz de transmitir covid-19 para humanos

A Dinamarca, ex-maior exportador mundial de pele de vison, anunciou nesta terça-feira (28) que planeja prorrogar a proibição de criação desses mamíferos por um ano, após o polêmico sacrifício de todos os espécimes do país em 2020 devido à mutação de uma cepa de coronavírus.

"A única coisa que podemos fazer é prorrogar a proibição que vigorou durante este ano por mais um ano", disse o ministro da Agricultura, Rasmus Prehn, em entrevista coletiva, esclarecendo que o objetivo dessa medida é proteger os dinamarqueses das chamadas zoonoses, ou seja, doenças e infecções transmissíveis dos animais ao homem.


O vison foi identificado até agora como o único animal capaz de transmitir covid-19 a pessoas. Um projeto de lei para prorrogar a proibição atual, que tem o apoio da maioria dos deputados, será apresentado ao parlamento, disse Prehn.

Em novembro de 2020, a Dinamarca informou que os mais de 15 milhões de visons agrícolas existentes no país seriam sacrificados, depois que uma mutação do novo coronavírus foi detectada neles, e temia-se que isso pudesse comprometer a eficácia das vacinas em desenvolvimento.


Autoridades de saúde recomendaram em junho a extensão da proibição, argumentando que a criação de visons continua representando "um risco para a saúde humana, cuja magnitude é desconhecida". No entanto, o sacrifício em massa foi altamente controverso.

Leia mais: França vai matar mil visons infectados com coronavírus


Uma vez que os incubatórios começaram a ser gaseados, uma objeção judicial a essa ordem determinou que a decisão do Poder Executivo não tinha fundamento legal, o que levou à renúncia do ministro da Agricultura anterior.

Após o escândalo, foi revelado que a eliminação dos animais abatidos representava uma ameaça ambiental, devido à possibilidade de liberação de fósforo e nitrogênio no solo, ao redor de valas comuns, devido ao processo de decomposição dos cadáveres.

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