Estupro e assassinato de meninas de dois e três anos choca comunidade na África do Sul
Corpos foram encontrados em banheiro público em município ao norte de Johannesburgo
Internacional|Do R7

Os corpos de duas meninas, de apenas dois e três anos, foram encontrados em um banheiro público no município de Diepsloot, na África do Sul. As crianças foram sequestradas, estupradas e mortas, em um crime que chocou a comunidade africana.
No dia 5 de outubro, as primas Yonelisa e Zandile Mali foram levadas da porta de casa, onde estavam brincando juntas. Em seguida, as meninas foram estupradas e mortas.
Seus corpos foram encontrados dez dias depois, em um banheiro público de Diepsloot, ao norte de Johannesburgo. Desde então, cinco homens foram acusados pelo crime, de acordo com informações da rede de TV CNN.
Os suspeitos se apresentaram a um tribunal em Pretória, onde muitas pessoas se reuniram para vaiá-los, mas o julgamento foi adiado até o dia 1º de novembro.
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Até lá, as investigações continuam, declarou Medupe Simasiku, um porta-voz da Autoridade Nacional de Ministério Público da África do Sul. Amostras de DNA dos cinco homens estão sendo analisadas e os investigadores aguardam a identificação do culpado.
A confissão de um dos suspeitos foi obtida legalmente e será usada no tribunal. Os outros negaram participação no estupro e na morte das meninas.
A mãe de Yonelisa, Thokozani Mali, disse que fez tudo o que pôde para manter a filha a salvo, em um munícipio tão violento e inseguro quanto Diepsloot. Ela afirmou que estava na casa quando as meninas foram levadas e que saia para vê-las a cada cinco minutos.
Thokozani logo percebeu que as crianças haviam sumido, então, familiares e vizinhos se reuniram com a polícia para tentar encontrar as duas primas.
"Estou tentando ser forte", disse a mãe.
— Quando eu dormia, ela sempre estava ao meu lado, então quando eu penso nisso, sinto vontade de chorar.
Na África do Sul, 55 mil casos de estupro são denunciados todos os anos, um dos índices mais altos do mundo. Esse número deve ser muito maior, já que muitas vítimas permanecem em silêncio, segundo a professora Rachel Jewkes, do Conselho de Pesquisa Médica do país.
— Nós vemos casos de estupro de crianças com idades de três e dois anos todos os anos, apesar de não serem tão comuns.
Entre as vítimas, 15% são crianças menores de 11 anos e apenas 6% do total de casos de estupro acabam com a condenação de um ou mais suspeitos.












