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EUA: homem suspeito de atirar em adolescente negro se entrega

Andrew Lester, de 84 anos, foi acusado de agressão em primeiro grau e pode ser condenado à prisão perpétua 

Internacional|Do R7, com informações da Reuters

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Andrew Lester, o homem que se entregou à polícia, suspeito de atirar em adolescente
Andrew Lester, o homem que se entregou à polícia, suspeito de atirar em adolescente

Um homem branco se rendeu à polícia em Kansas City nesta terça-feira (18), um dia após ser acusado de atirar e ferir Ralph Yarl, um adolescente negro de 16 anos, que está em estado crítico. Andrew Lester, de 84 anos, foi acusado de agressão em primeiro grau, que pode levar à prisão perpétua, informou o promotor do condado de Clay, Zachary Thompson na segunda-feira (17). Ele também foi acusado de ação criminosa armada, punível com até 15 anos de prisão.

"Andrew Lester, acusado de atirar em Ralph Yarl, se rendeu em nosso Centro de Detenção. Ele está sob custódia", afirmou o xerife do condado de Clay no Twitter.


O que aconteceu?

O adolescente Ralph Yarl, de 16 anos levou dois tiros, sendo um deles na cabeça, após sair de casa para buscar os irmãos gêmeos na casa de um amigo e ir parar no endereço errado por engano. Segundo a tia de Yarl, Faith Spoonmore, os dois endereços estão localizados em ruas paralelas e têm nomes semelhantes — Northeast 115th Street and Northeast 115th Terrace. Por esse motivo, o sobrinho teria se confundido.

O adolescente estacionou na garagem e tocou a campainha do homem, que atendeu a porta e atirou nele. Após o primeiro tiro, o jovem caiu no chão e o homem disparou a arma mais uma vez.


"Ralph conseguiu então se levantar e correr até a casa do vizinho, em busca de ajuda", contou Faith ao jornal americano The New York Times. "Infelizmente, ele teve que correr para três casas diferentes antes que alguém finalmente concordasse em ajudá-lo depois que lhe disseram para deitar no chão com as mãos para cima."

O homem que atirou em Yarl foi detido por 24 horas e liberado sem acusações, embora a polícia tenha dito que o caso ainda está sob investigação. Os advogados do caso, Ben Crump e S. Lee Merrit, escreveram que "não pode haver desculpa" para a libertação do suspeito, que admitiu ter atirado em um adolescente "desarmado, inofensivo e indefeso" após o jovem ter tocado a campainha da casa dele. No domingo (16), familiares se juntaram a centenas de manifestantes que marcharam até a casa onde Yarl foi baleado, clamando por justiça.

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