Ex-primeiro-ministro libanês acusa Hezbollah por atentado em Beirute

Explosão de carro-bomba deixou cinco pessoas mortas e mais de 50 feridas

Atentato com carro-bomba mata cinco pessoas e deixa mais de 50 feridas, em Beirute, no Líbano
Atentato com carro-bomba mata cinco pessoas e deixa mais de 50 feridas, em Beirute, no Líbano EFE/Wael Hamzeh

O ex-primeiro-ministro libanês Saad Hariri acusou o grupo xiita Hezbollah de ser o responsável pelo atentado cometido nesta sexta-feira (27) com um carro-bomba em Beirute, que deixou cinco pessoas mortas, entre elas o ex-ministro de Finanças do país, Mohamed Chatah, e mais de 50 feridas.

— Os que mataram Chatah são os mesmos que mataram Rafiq Hariri.

A declaração foi feita nas redes sociais do ex-primeiro-ministro em referência aos cinco membros do Hezbollah acusados de matar seu pai em 2005.

— Pelo que sabemos, os suspeitos são os mesmos que fogem da justiça internacional e se negam a comparecer em um tribunal internacional.

Hariri acusou o Hezbollah de "trazer os incêndios regionais" para o Líbano, em alusão ao papel da organização no conflito sírio O procurador-geral interino do Tribunal de Cassação, Samir Hammoud, que foi para o local do atentado, afirmou que o veículo estava carregado com entre 50 e 60 quilos de explosivos.

O atentado contra Chatah, economista e conselheiro dos ex-primeiros-ministros Saad Hariri e Fouad Siniora, também foi condenado pelas atuais autoridades libanesas.

Em fim de mandato, o primeiro-ministro, Najib Mikati, afirmou que "condenamos este atentado que teve como objetivo não apenas um político, mas também um acadêmico moderado que sempre acreditou no diálogo, na linguagem da razão e no direito de cada um ser diferente".

— Estes atos de violência conduzirão a mais tragédias e caos no Líbano.

Nos últimos meses, foram registrados vários atentados terroristas no Líbano, que deixaram dezenas de mortos, contra as forças de segurança e posições do Hezbollah, A segurança se deteriorou no país desde o início da crise síria, em março de 2011, com um aumento dos enfrentamentos sectários, assassinatos e sequestros.