Internacional

24/12/2012 às 10h55 (Atualizado em 24/12/2012 às 10h55)

Governo sírio culpa “grupo terrorista” por ataque à padaria que deixou 90 mortos em Halfaya

Ataque aéreo atingiu estabelecimento no domingo (16), quando uma longa fila se formava no local

Do R7, com agências internacionais

Sírios retiram corpos da padaria atacada em Halfaya 23.12.2012/Divulgação/SHAAM NEWS NETWORK/AFP

O governo do presidente sírio Bashar al Assad declarou nesta segunda-feira (24) que um “grupo terrorista” foi o responsável pelo ataque aéreo que atingiu uma padaria de Halfaya, no domingo (16), e deixou dezenas de mortos.

Ontem, uma padaria de Halfaya, na Província de Hama, sofreu um ataque aéreo quando estava lotada de clientes. Cerca de 90 pessoas morreram, segundo a oposição, que acusa as tropas do governo pelo massacre.

Mas, segundo um comunicado divulgado hoje pela Sana, a agência oficial de notícias da Síria, “um grupo terrorista armado atacou a cidade de Halfaya, cometendo crimes contra a população e matando muitas mulheres e crianças”.

Israel se prepara para "mudanças dramáticas" na Síria Síria sem Assad é desafio para comunidade internacional O comunicado indica ainda que o Exército sírio teve de intervir na ação, “matando e ferindo muitos terroristas”.

Terroristas é a forma como o governo Assad se refere aos grupos rebeldes que lutam contra as tropas oficiais do país na tentativa de derrubar o regime Assad. Os protestos contra o presidente, cuja família está há 40 anos no poder, começaram em março de 2011 e, em poucos meses, se tornou uma revolta armada.

Os grupos opositores, que classificam a ação como “massacre”, informam que o ataque aéreo foi realizado pelas tropas leais a Assad e seria uma resposta ao controle rebelde em Hama.

No último dia 18, os rebeldes sírios lançaram uma operação militar para "libertar" Hama das mãos das tropas do regime do presidente sírio, Bashar al Assad. Nesta ofensiva, os combatentes insurgentes conseguiram tomar o controle de Halfaya e outras seis povoações menores.

Um vídeo divulgado pelos opositores mostra grandes destroços materiais no edifício e cidadãos tentando resgatar os corpos sob os escombros.

Segundo o comunicado oficial da Sana, “os terroristas gravaram um vídeo para acusar o Exército sírio, enquanto o enviado da ONU, Lakhdar Brahimi, chegava à Síria”.

Milhares de pessoas buscam padarias

Mousab al-Hamadee, ativista nos subúrbios de Hama, disse ao site da rede de TV Al Jazeera, que Halfaya e as outras cidades da região estão sofrendo intensos bombardeios desde que os rebeldes retomaram o controle da zona.

Segundo o ativista, mais de mil pessoas estavam na fila da padaria, já que a falta de combustível e farinha de trigo vem afetando a produção de pães no país e, por isso, os sírios passam longas horas em filas até conseguir fazer a compra.

— Temos recebido farinha de trigo para cerca de três dias, então muitas pessoas foram à padaria hoje (domingo), e muitas delas eram mulheres e crianças.

Enviado da ONU se reúne com Assad

O enviado especial da ONU à Síria, Lakhdar Brahimi, encontrou-se hoje com Assad para discutir soluções para o conflito no país, que já dura 21 meses.

Brahimi disse a jornalistas, depois do encontro, que havia discutido a situação geral da Síria e apresentou seus pontos de vista sobre como resolver a guerra no país, que já matou mais de 44 mil pessoas, segundo ativistas contrários ao regime.

— Eu contei a ele sobre o que eu estava vendo no exterior e sobre as reuniões que tive com diferentes autoridades na região e fora dela. A situação na Síria ainda é motivo para preocupação. Esperamos que todos os lados trabalhem para uma solução, como quer o povo sírio.

Assad considerou a conversa “quente” e “construtiva”, segundo a rede de TV estatal. O ditador disse que seu governo está cooperando com o enviado da ONU e que fará o que estiver dentro de seu alcance para resolver a crise.

A reunião desta segunda-feira foi o terceiro encontro de Brahimi com Assad, em meio à escalada de violência.

Vitórias de rebeldes na captura de várias posições militares no país, incluindo pontos próximos da capital, fizeram forças do governo responderem pesado com ataques aéreos e artilharia.

O confronto agora está próximo de Damasco, com batalhas em distritos no sul da capital e nos subúrbios.

Organizações de defesa dos direitos humanos acusam os dois lados do conflitos de cometer abusos durante a guerra civil, como assassinato de civis e prisioneiros.

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