Itália exige plano da UE para imigração ilegal
País quer que grupo crie um sistema de vigilância entre as nações do sul do continente
Internacional|Do R7
A Itália vai propor à União Europeia a aplicação de "quatro medidas" para enfrentar a imigração ilegal, em ocasião da cúpula a ser realizada entre quarta (23) e quinta-feira (24) em Bruxelas.
"Iremos propor à Europa quatro medidas precisas depois da tragédia de Lampedusa", anunciou o chefe de Governo Enrico Letta, lembrando o naufrágio de uma embarcação em 3 de outubro em que quase 400 imigrantes ilegais morreram afogados.
"Trata-se de um problema para toda a Europa", advertiu Letta ao Parlamento italiano.
Itália resgata 300 imigrantes e inicia patrulha com navios e aeronaves
Sobe o número de mortos em naufrágio de navio migrante na Itália
Entre as medidas que a Itália espera que sejam adotadas pela Europa está o desenvolvimento de um sistema de vigilância entre os países do sul do continente, o Eurosul.
Também vai propor o fortalecimento da agência para as fronteiras, a Frontex, o gerenciamento do fluxo de imigração e o início de um diálogo com os países de onde partem os imigrantes, segundo o chefe de governo.
A Itália pede ainda que o novo sistema Eurosul, responsável pela vigilância das fronteiras dos países banhados pelo Mediterrâneo, entre em operação no mês de dezembro.
"Não aceitaremos um compromisso. Não queremos que a tragédia de Lampedusa seja considerada um acidente ocasional que não se repetirá com a chegada do inverno", lamentou Letta.
Mais de 90 imigrantes africanos morrem ao tentar chegar à Itália pelo mar
Mais de 400 imigrantes morreram em dois naufrágios em menos de uma semana. O primeiro aconteceu próximo à ilha de Lampedusa, que terminou com 366 vítimas, em sua maioria somalis e eritreus.
"Por sua história e seus nobres ideais, a Europa não pode deixar de reagir diante de tais tragédias", disse Letta, que pede aos demais países da União Europeia que dividam o peso de receber uma onda de imigrantes e refugiados que fogem de seus países de origem devido a problemas sociais e políticos.
Itália, Malta e Grécia tentam enfrentar este fenômeno em conjunto, apesar de boa parte dos imigrantes terem como objetivo chegar a países do norte do Velho Continente.









