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Itália quer combater terrorismo preservando privacidade

Ministros defendem mais controle, mas sem perda de direitos

Internacional|Do R7

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Conjugar a segurança com o direito de se sentir livre: é assim que a Itália quer combater o terrorismo, segundo o ministro das Relações Exteriores, Paolo Gentiloni. Em conversa com jornalistas, o chefe da pasta afirmou nesta segunda-feira (19) que é preciso encontrar um caminho para não tirar direitos, mas reforçar a segurança.

"Hoje, espero uma importante decisão política sobre a medida mais importante que faz o registro dos passageiros. Acho que em alguns meses a situação chegará ao Parlamento Europeu e acredito que precisamos encontrar um ponto de equilíbrio entre privacidade e segurança. Mas, é preciso colocar a segurança em primeiro lugar, sem renunciar às liberdades europeias", afirmou Gentiloni.


Ele se referia ao controverso projeto de registro de passageiros aéreos (Passenger Name Record, PNR) quer permite a troca de informações entre os países europeus sobre as pessoas que utilizam voos comerciais e privados.

O discurso de Gentiloni corrobora com a postura do ministro do Interior, Angelino Alfano, que destacou que a criação de uma "Procuradoria nacional antiterrorismo pode ser útil se trabalhar em conjunto com as Procuradorias distritais". Ele ainda alertou que "não se pode esquecer" que o combate ao terrorismo é "focado em inteligência e informações preventivas e não nos tribunais".Ontem (18), o próprio Alfano reconheceu que a Itália expulsou nove suspeitos de terrorismo do país desde dezembro do ano passado e que "todos possuíam visto de permanência concedido há anos". De acordo com ele, os suspeitos eram cinco tunisianos, um turco, um egípcio, um marroquino e um paquistanês.


Em entrevista a um programa do Canal 5, o ministro do Interior também ressaltou o PNR como forma de "renunciar um pouco à privacidade em troca de um pouco mais de segurança". Segundo ele, é fundamental a troca de informações entre os países da Europa para combater o problema.

— Paquistânes detido: Ontem (18), um paquistanês que estava em um avião que sairia de Fiumicino para Londres foi detido pelas autoridades italianas por ter um passaporte falso. Segundo as informações do aeroporto, ele já está a bordo de uma aeronave da Easyjet quando foram feitas novas verificações em seus documentos.

Com isso, foi descoberto que o passaporte era falso e ele foi levado para interrogatório em Roma. Ainda neste domingo, Alfano reconheceu que a Itália está vigiando mais de 100 suspeitos de extremismo islâmico que moram em seu país e que 59 pessoas que viviam na Itália estão lutando ao lado de rebeldes no exterior.

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