May pede "transparência" ao príncipe saudita sobre Khashoggi
Em encontro com Mohamad bin Salman na cúpula do G20, a premiê também ressaltou a necessidade de dar uma "solução política" ao conflito no Iêmen
Internacional|da EFE

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, pediu neste sábado "transparência" no caso do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi e ressaltou a necessidade de dar uma "solução política" ao conflito no Iêmen, durante seu encontro em Osaka com o príncipe da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman.
A chefe do governo britânico, que deixará seu cargo no próximo mês abrindo passagem a um novo líder conservador, teve um encontro bilateral com o príncipe saudita durante a Cúpula do G20 no Japão.
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Segundo revelou um funcionário governamental britânico ao jornal "The Guardian", May aproveitou essa reunião para pedir um "processo aberto e transparente" no caso do jornalista saudita, que foi brutalmente assassinado no consulado saudita em Istambul, na Turquia, em outubro de 2018.
"A respeito da responsabilidade pelo assassinato de Jamal Khashoggi, a primeira-ministra disse que o processo legal tem que ser aberto e transparente", declarou esse funcionário ao jornal britânico.
A mesma fonte acrescentou que, durante sua conversa, ambos líderes se mostraram de acordo sobre "a importância da relação" entre o Reino Unido e a Arábia Saudita e da "estabilidade regional".
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Uma relatora especial da ONU determinou recentemente que o jornalista saudita foi "vítima de uma execução deliberada e premeditada, de um assassinato extrajudicial pelo qual o Estado da Arábia Saudita é responsável".
Sobre o conflito no Iêmen, onde intervém desde 2015 uma coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, que foi acusada de atacar civis, Theresa May "reiterou a necessidade de seguir trabalhando para achar uma solução política com a qual pôr fim ao conflito, que está ocasionando um significativo sofrimento humanitário".
A ONU qualificou esse conflito como a pior crise humanitária atual, na qual morreram 17.700 civis e 3,3 milhões de pessoas seguem deslocadas, segundo dados divulgados no último mês de fevereiro.








