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Milícia houthi toma base presidencial em Áden, sul do Iêmen

Rebeldes também sequestraram o ministro da Defesa do país Mahmoud al Sobeihi

Internacional|Do R7, com Reuters e EFE

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Membros do grupo xiita houti reforçam suas posições no Iêmen
Membros do grupo xiita houti reforçam suas posições no Iêmen

As forças da milícia xiita houthi, apoiadas por unidades aliadas do Exército do Iêmen, sequestraram o ministro da Defesa do Iêmen, Mahmoud al Sobeihi, além de se apoderar de uma base aérea estratégica nesta quarta-feira (25) e nquanto pareciam prestes a tomar o controle do porto de Áden, no sul do país.

Depois de tomarem a base aérea de al-Anad, os houthis e seus aliados militares, apoiados por blindados pesados, avançaram cerca de 40 km em direção a Áden, onde Hadi se refugiou desde que fugiu em fevereiro da capital do país, Sanaa, quando a milícia assumiu o controle da cidade.


Aviões não identificados dispararam mísseis num bairro de Áden onde fica o complexo de edifícios em que Hadi está alojado, segundo moradores. Baterias antiaéreas abriram fogo contra os aviões.

Em comunicado, o Ministério da Defesa do governo houthi em Sana afirmou que Al Sobeihi foi preso junto a outros altos comandantes das tropas leais a Hadi. O próprio presidente está desaparecido após fugir de sua residência na cidade de Áden, segundo o governo houthi, que alertou também que o líder pode deixar o país por via aérea ou terrestre.


O mergulho do Iêmen em uma guerra civil faz com que o país seja uma frente crucial na rivalidade da Arábia Saudita, de maioria sunita, com o Irã, xiita. O governo saudita acusa o Irã de inflamar a luta sectária com seu apoio aos houthis.

Monarquias árabes sunitas em torno Iêmen condenaram o avanço dos houthis, que definiram como um golpe, e têm discutido nos últimos dias uma possível intervenção militar em favor de Hadi.


Houthis avançam sobre cidade portuária do Iêmen e dizem defender o país de militantes islâmicos

Autoridades norte-americanas dizem que a Arábia Saudita está transferindo equipamento militar pesado, incluindo artilharia, para áreas próximas à fronteira com o Iêmen, aumentando o risco de que a principal potência petrolífera do Oriente Médio seja arrastada para o conflito iemenita, que se agrava.


Enquanto a batalha está sendo travada publicamente pelo movimento houthi, muitos em Áden acreditam que o verdadeiro mandante da campanha é o ex-presidente Ali Abdullah Saleh, um crítico feroz de Hadi.

Saleh foi o autor de uma ação esmagadora contra Áden em 1994, quando era presidente e sufocou uma revolta separatista do sul, em uma guerra curta, mas brutal.

Ao contrário de outros líderes regionais depostos na Primavera Árabe, Saleh foi autorizado a permanecer no país.

Militares ligados a Saleh alertaram nesta quarta-feira contra a interferência estrangeira no país, dizendo em sua página na Internet que o Iêmen vai confrontar tal ação "com toda a sua força".

Diplomatas dizem suspeitar que os houthis querem tomar Áden antes de uma cúpula árabe neste fim de semana, para se anteciparem a uma já prevista tentativa da Arábia Saudita, aliada de Hadi, de conseguir apoio árabe no encontro para a intervenção militar no Iêmen.

As autoridades iemenitas negaram as informações de que Hadi havia fugido de Áden.

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