Obama apresenta plano para fechar prisão de Guantánamo
Plano foi apresentado no Congresso norte-americano nesta terça-feira
Internacional|Do R7, com Ansa

O presidente norte-americano, Barack Obama, apresentou nesta terça-feira (23) durante uma coletiva de imprensa em Washington, diante do Congresso, o plano da Casa Branca e do Pentágono para o fechamento da prisão de Guantánamo.
De acordo com Obama, a ideia de fechar o local "já era conhecida amplamente" por todos. Além disso, o líder destacou em seu discurso que os custos para a manutenção da prisão são altos e estão sendo pouco eficientes no combate ao terrorismo.
— Guantánamo não promove nossa segurança nacional. Ela a compromete.
A medida é uma das bandeiras do governo de Obama e foi uma de suas principais promessas de campanha eleitoral em 2008.
O prisioneiro que se nega a abandonar Guantánamo apesar de estar livre para sair
O mandatário também já disse que gostaria de conseguir fechar o local antes de deixar a Presidência, no final deste ano.
Aberto há mais de uma década, após os atentados do dia 11 de setembro de 2001, no auge da chamada "Guerra ao Terror" o local é constante alvo de críticas por seus métodos não ortodoxos e pelo fato de que os detidos no local não chegaram a passar por julgamento. Organizações humanitárias ainda alegam que Guantánamo é palco de violações dos direitos humanos e de tortura.
Além disso, a instituição é uma fonte de gastos muito grande para o governo. Especialistas ainda alegam que Guantánamo é utilizada como propaganda contra os Estados Unidos por extremistas islâmicos como forma de recrutar novos militantes. Mais de 90 pessoas continuam presas na base militar localizada em Cuba.
ONGs querem que Brasil receba detentos de Guantânamo
Uma parte dos prisioneiros deve ser enviada a outros países, enquanto detentos considerados mais perigosos devem ser levados a penitenciárias de segurança máxima em solo norte-americano. Muitos congressistas, não apenas da oposição republicana, que é maioria na Casa, são contrários ao fechamento do estabelecimento.
Anúncio deve ser feito menos de um mês antes de visita histórica do mandatário à ilha caribenha.
Acusado de recrutar pessoas para grupos extremistas em Londres, o britânico Shaker Aamer passou 14 anos trancafiado na prisão de Guantánamo, famosa pelos abusos aos direitos humanos documentados em seu interior
Acusado de recrutar pessoas para grupos extremistas em Londres, o britânico Shaker Aamer passou 14 anos trancafiado na prisão de Guantánamo, famosa pelos abusos aos direitos humanos documentados em seu interior



















