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Obama descarta ação militar dos Estados Unidos na Ucrânia

Presidente diz que confronto com a Rússia não seria bom nem para os EUA, nem para a Ucrânia

Internacional|Do R7

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Declaração de Obama foi feita à rede de televisão 'NBC'
Declaração de Obama foi feita à rede de televisão 'NBC'

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, descartou nesta quarta-feira (19) qualquer ação militar de seu país na crise da Ucrânia após a anexação da península da Crimeia à Rússia.

— Não vamos fazer uma incursão militar na Ucrânia. Acho que inclusive os ucranianos reconhecerão que enfrentar-nos militarmente com a Rússia não seria apropriado para nós e também não seria bom para a Ucrânia — disse.


A declaração do presidente foi feita em uma entrevista à filial da NBC em San Diego.

— Há um caminho melhor. O que estamos fazendo é mobilizar todos nossos recursos diplomáticos para assegurar-nos que temos uma coalizão internacional forte que envia uma mensagem clara, que a Ucrânia deve decidir seu destino.


O presidente americano afirmou ainda que a atuação do presidente russo, Vladimir Putin, na crise mostra "fraqueza" ,e não "força", por anexar um território sem o reconhecimento internacional.

Segundo Obama, Putin "não está confortável" com o fato de os países que foram membros da União Soviética se aproximarem das potências ocidentais.


Em outra entrevista, para a filial da NBC em Saint Louis, Obama ressaltou também que "ninguém quer" que os Estados Unidos "desencadeiem uma guerra real com a Rússia".

Segundo Obama, seu país deve fornecer ajuda econômica à Ucrânia, que vive, segundo ele, uma dupla crise, "política e econômica".

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