Obama está decidido a atacar a Síria, mas solicitou autorização do Congresso
Americano conversou com o presidente francês antes de anunciar decisão
Internacional|Do R7, com agências internacionais

A Casa Branca pediu formalmente ao Congresso americano autorização para lançar ataques militares contra a Síria, com o objetivo de permitir ao presidente Barack Obama "deter" e "prevenir" os ataques com armas químicas.
O projeto de resolução destaca que o apoio do Congresso "enviaria um sinal claro da atitude decidida dos Estados Unidos" sobre este tema.
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Em um pronunciamento feito no sábado (31) na Casa Branca, Obama disse que o ataque com armas químicas no subúrbio de Damasco representa uma "ameaça que deve ser enfrentada", e que decidiu responder com o poderio militar americano.
Em uma iniciativa que pode redefinir o balanço de forças em Washington, Obama acrescentou que é importante obter o apoio do Congresso antes de dar a ordem de ataque.
"Eu vou pedir autorização para o uso da força aos representantes do povo americano no Congresso", disse Obama.
A decisão representa uma iniciativa corajosa para um presidente que tenta recompor as relações com a oposição em um Congresso dividido, e que corre o risco de enfrentar o mesmo destino do primeiro-ministro britânico, David Cameron, derrotado no Parlamento em uma votação para definir o apoio a uma intervenção militar.
Obama pode receber um voto de confiança no Senado, controlado por seu Partido Democrata, mas é impossível prever o voto da Câmara dos Representantes, controlada pela oposição do Partido Republicano.
Além disso, o Congresso americano está em recesso até 9 de setembro, e Obama não deu indicação alguma de que pretenda convocar uma sessão extraordinária para abordar a questão.
"Estamos satisfeitos que o presidente peça a autorização para uma intervenção militar na Síria", indicou o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, em um comunicado, junto com outros líderes republicanos. "Em consultas com o presidente, esperamos que a Câmara examine esta medida na semana de 9 de setembro", indicaram os republicanos na nota.
Em seu discurso, Obama afirmou: "Nossas forças militares têm recursos preparados na região. Estamos prontos para atacar quando decidirmos".
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Para Obama, o suposto massacre ocorrido em Damasco no dia 21 de agosto foi "o pior ataque com armas químicas do século 21".
Na visão do presidente americano, uma resposta militar "limitada" e sem tropas terrestres é a reação adequada para um ataque que, de acordo com uma estimativa do governo americano, deixou mais de 1.400 mortos, incluindo 426 crianças, e é responsabilidade do governo sírio.
EUA e França
Barack Obama também comunicou, no último sábado (31), por telefone o presidente francês, François Hollande, sua decisão de realizar uma ação militar "limitada" contra a Síria e o agradeceu pelo "compromisso" contra o uso de armas químicas, informou a Casa Branca.
Obama e Hollande conversaram antes do anúncio do presidente americano da decisão de atacar a Síria e de buscar autorização do Congresso para uma ação militar.
A França se manteve nos últimos dias quase como o único aliado firme dos EUA, após a rejeição no Parlamento britânico à participação do Reino Unido em uma intervenção militar na Síria.
Os dois líderes concordaram no sábado (31) que a comunidade internacional deve enviar uma "mensagem firme" ao regime do presidente sírio, Bashar Al Assad, por seu suposto uso de armas químicas.
Crimes como o massacre com armas químicas do último dia 21 nos arredores de Damasco, atribuído pelos EUA ao regime sírio, "são inaceitáveis e aqueles que violarem a norma internacional contra o uso desse tipo de armamento terão que prestar contas", advertiu em um comunicado.
A França "é um valioso aliado e amigo dos Estados Unidos e continuaremos em estreitas consultas sobre a Síria nos próximos dias", acrescentou a Casa Branca.














