Oposição venezuelana pede ajuda a Dilma para "pôr limites" em Maduro
María Corina Machado lembrou que a presidente brasileira também sofreu com a repressão
Internacional|Do R7

A líder de oposição e ex-deputada da Venezuela, María Corina Machado, diz, em entrevista ao Infobae, esperar que o Brasil tome uma iniciativa coerente para colocar um fim na "ditadura" vivenciada no governo de Nicolás Maduro.
— O Brasil é um país que pretende ser a voz regional da América Latina e por tal motivo solicitamos que exija ao presidente Maduro o respeito dos direitos humanos e das práticas democráticas. Sabemos que o Brasil entende a nossa situação, porque no passado já sofreu os estragos provocados pela ditadura.
Machado realizou um chamado particular à presidente Dilma Rousseff.
— Tenho esperanças na presidente Dilma, porque eu sei que ela foi também vítima da opressão. Maduro foi além dos limites. Ele sequestrou a segunda autoridade civil — já que é o atual prefeito da capital do país —, Antonio Ledezma, eleito pelo povo venezuelano. Espero que o Brasil lembre que no passado já recebeu ajuda da Venezuela.
Policial é detido pela morte de adolescente em protesto na Venezuela
Venezuela troca petróleo por papel higiênico e gasolina com Trinidad e Tobago
Nas suas declarações, ela ressaltou que acredita que o Brasil, como líder do Mercosul, possa contribuir para solucionar essas problemáticas que colocaram a Venezuela em crise. E acrescentou que não espera muito de outros governos, fazendo referência à Argentina.
A opositora manifestou-se após a morte do adolescente de 14 anos Kluiberth Roa, em Táchira, durante enfrentamento com policiais nesta terça-feira (24). Indignada, Corina afirmou que o governo está assassinando os filhos das mulheres venezuelanas.
— A morte do adolescente em San Cristóbal me lembra da crueldade do regime, a minha dor e indignação não conseguem ser descritas com palavras.
María Corina afirmou que é vítima de perseguição política há alguns meses e que ela e seus filhos já receberam diversas ameaças de morte.
Sobre as denúncias de um golpe de Estado, Machado confirmou que o seu desejo é uma mudança pacífica.
— Queremos que Maduro vá embora, mas não pela força e, sim, por vias constitucionais e democráticas.
Maduro diz que "acabou o jogo" golpista mesmo que "chiem os gringos"
Entre 7 de cada 10 venezuelanos avalia negativamente situação do país














