Internacional

29/6/2013 às 10h48 (Atualizado em 29/6/2013 às 12h48)

Opositores dizem ter coletado mais de 22 milhões de assinaturas contra presidente do Egito

Protesto que vai pedir eleições antecipadas no país está marcado para domingo (30)

EFE

Opositores egípcios já estão reunidos na praça Tahrir um dia antes da grande manifestação 29.06.2013/GIANLUIGI GUERCIA/afp

O movimento opositor egípcio Tamarrud (Rebelião) assegurou neste sábado (29) ter mais de 22 milhões de assinaturas contra o mandato do presidente egípcio, Mohammed Mursi, e para exigir a convocação de eleições antecipadas, anunciou o porta-voz do grupo, Mahmoud Badr.

Em entrevista coletiva na sede do Sindicato de Jornalistas no Cairo, Badr explicou que a campanha conseguiu 22.134.465 assinaturas, muito acima do objetivo inicial, que era de 15 milhões, o que superaria assim os 13,2 milhões de votos que Mursi recebeu nas eleições presidenciais do ano passado.

O porta-voz disse ainda que as assinaturas serão entregues ao Supremo Tribunal Constitucional para pedir que o órgão retire a confiança a Mursi e convoque eleições presidenciais antecipadas.

Este movimento é um dos organizadores das manifestações convocadas em todo o país para amanhã, quando se completa um ano da posse de Mursi.

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Ao lado de outras forças políticas da oposição, o Tamarrud anunciou nesta semana a criação da Frente do 30 de Junho, que propõe uma roteiro para o país que começa pela renúncia de Mursi e segue com uma transição de seis meses na qual o poder será assumido pelo presidente do Tribunal Constitucional.

Em entrevista coletiva realizada hoje, dez senadores de forças políticas não islamitas com cadeira na "Shura" ou na câmara alta tornaram pública sua renúncia.

Obama pede diálogo

O governo dos Estados Unidos recomendou que seus cidadãos não viajem ao Egito após a morte na sexta-feira de três pessoas no país, incluindo um norte-americano, em distúrbios entre partidários e opositores do presidente.

Durante uma visita à África do Sul, o presidente americano Barack Obama manifestou preocupação com a situação no Egito e pediu a Mursi que atue de maneira "mais construtiva".

"Acompanhamos a situação com preocupação", afirmou em Pretória, antes de destacar que o governo americano adotou medidas para garantir a segurança da embaixada, dos consulados e dos funcionários diplomáticos.

— Pedimos a todas as partes que não se envolvam na violência, e à polícia e ao Eexército que apresentem mostras de moderação apropriada.

Obama também pediu ao colega egípcio que inicie uma "conversação mais construtiva" para melhorar a situação do país.

No domingo estão convocadas manifestações para pedir a renúncia do presidente islamita e a celebração de eleições antecipadas, em um clima tenso, que provocou sete mortes na última semana no país.

A Irmandade Muçulmana, movimento de Mursi, advertiu a oposição que não permitirá um "golpe de Estado" contra o presidente, um dia antes de um protesto previsto para domingo para exigir eleições presidenciais antecipadas.

O Departamento de Estado divulgou um alerta no qual recomenda aos americanos que adiem as viagens "não essenciais" ao Egito no momento, em consequência da "instabilidade política e social".

Além disso, o Departamento de Estado destaca que "autoriza a saída de um número limitado de funcionários não essenciais e seus familiares", pelo temor dos possíveis conflitos políticos e sociais.

Um ano depois da posse de Mursi, primeiro presidente islamita e civil do Egito, as manifestações dos opositores demonstram as divisões crescentes no país, o que provoca temores de uma propagação da violência.

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