Padre acusado de crimes durante a ditadura argentina é preso no Paraguai
Segundo dados da Interpol, ele é acusado de privação de liberdade, traição, homicídio e tortura
Internacional|Do R7

A polícia do Paraguai prendeu nesta segunda-feira (28) o padre argentino Aldo Omar Vara, que tinha uma ordem de prisão emitida pela Interpol por homicídio e torturas por seu papel durante a ditadura argentina, que ficou em prisão domiciliar à espera de um pedido de extradição de Buenos Aires.
O padre de 80 anos foi detido hoje de madrugada em sua residência, a paróquia Virgem do Rosário em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, disse à agência Efe o delegado Fabio Ramón Sanabria.
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Em seguida Vara foi conduzido a Assunção, onde compareceu a uma audiência em que o juiz ordenou sua prisão domiciliar por motivos de idade e por causa de seus problemas cardíacos. Vara cumprirá sua detenção na paróquia de Ciudad del Este.
O comissário acrescentou que a justiça argentina tem um prazo máximo de 45 dias para pedir sua extradição. Ele foi capelão do 5º Corpo de Exército durante a ditadura, é acusado de "privação ilegal de liberdade agravada por ameaças e violência, homicídio agravado por traição de três pessoas pelo menos, homicídio (desaparecimento forçado) e tortura", segundo a dados de Interpol.
Vara, que foi capelão do exército entre 1971 e 1979, era procurado desde 6 de agosto de 2013, após ser identificado por vítimas da ditadura.
Em dezembro o Ministério da Justiça e Direitos Humanos argentino ofereceu 100 mil pesos (cerca de US$ 12,5 mil) para quem entregasse dados que levassem à prisão do padre, como parte de um fundo de recompensas para pessoas que ajudarem na detenção de acusados de crimes contra a humanidade.












