Parque Gezi, palco dos protestos na Turquia, será reaberto no domingo
O governo local informou que de agora em diante nenhuma manifestação será tolerada, advertindo que haverá repressão policial
Internacional|Do R7

O parque Gezi, localizado junto à praça Taksim de Istambul e cujo fechamento esteve no centro dos protestos anti-governamentais na Turquia, será reaberto ao público neste domingo (7), anunciou o governador da metrópole turca.
O governo local informou, no entanto, que de agora em diante nenhuma manifestação será tolerada. O parque, vizinho à praça Taksim, foi ocupado por manifestantes contrários à reurbanização do local.
"Nós pretendemos reabrir o parque Gezi amanhã (domingo) ou no mais tardar na segunda-feira para que ele volte a ser utilizado pelas pessoas", disse Hüseyin Avni Mutlu à imprensa.
Mutlu pediu que os moradores de Istambul não usem mais o local, que é um dos únicos espaços verdes da cidade, para organizar manifestações, advertindo que haverá repressão policial.
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"Os parques não são locais de manifestações (...) Eles devem ser usados como um lugar de repouso, tranquilidade, para todos os cidadãos", afirmou o governador.
Foi neste parque que eclodiu, em maio, o movimento de contestação sem precedentes na história do país contra o regime islâmico-conservador, que está no poder desde 2002.
Militantes ecologistas, contrários à retirada das árvores da praça para um projeto habitacional, foram violentamente retirados pelas forças de choque no dia 31 de maio, dando início ao movimento de três semanas contra o autoritarismo do regime e uma suposta islamização do país.
Um Tribunal de Istambul invalidou o controverso projeto de urbanização da área de Taksim, decisão recebida como uma vitória pelo grupo "Solidariedade Taksim", que representa os manifestantes.
O grupo convocou um protesto para a noite deste sábado na praça Taksim.
O governador, no entanto, afirmou que este tipo de reunião não é "legal". "Nós não podemos permitir tal encontro", disse.
Pelo menos quatro pessoas morreram e mais de 7.800 ficaram feridas durante as manifestações recentes que varreram toda a Turquia, segundo dados da União dos Médicos do país. Milhares de pessoas foram presas, mas a maior parte já está em liberdade.
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