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Pelo menos 28 mortos em manifestações em Bangladesh por lei sobre blasfêmia

Cerca de 200 mil pessoas participaram dos protestos 

Internacional|Do R7

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A violência explodiu nos arredores da maior mesquita do país, no centro da capital, quando milhares de manifestantes jogaram pedras na polícia
A violência explodiu nos arredores da maior mesquita do país, no centro da capital, quando milhares de manifestantes jogaram pedras na polícia MUNIR UZ ZAMAN/AFP

Pelo menos 28 pessoas morreram e centenas ficaram feridas no domingo (5) em Bangladesh em choques entre a polícia e dezenas de milhares de manifestantes islâmicos radicais que exigiam uma lei sobre a blasfêmia no centro de Daca, informou a polícia.

Os corpos foram levados para o Medical College Hospital de Daca, informou à AFP Mozammel Haq, policial que trabalha no hospital. Três clínicas privadas também receberam vítimas.


A polícia informou que a situação estava controlada no centro de Daca, mas que em outros pontos da cidade foram registrados novos distúrbios.

Aos gritos de "Alá Akbar" (Deus é grande) e "os ateus devem ser enforcados", militantes do grupo radical Hefajat-e-Islam caminharam por seis grandes ruas da capital de Bangladesh.


No domingo, a violência explodiu nos arredores da maior mesquita do país, no centro da capital, quando milhares de manifestantes jogaram pedras na polícia.

Imagens transmitidas pela televisão mostraram policiais a bordo de veículos blindados atirando em manifestantes que incendiavam carros e lojas.


Autoridades da polícia indicaram à AFP que cerca de 200 mil pessoas participaram dos protestos no centro da capital bengalesa.

Um policial ficou gravemente ferido depois de ter sido agredido a pauladas pelos manifestantes.


Uma autoridade da polícia que não quis ter sua identidade revelada disse à AFP que entre "150 mil e 200 mil manifestantes" participaram de uma manifestação em Motijheel, distrito comercial de Dacca.

Os militantes do grupo radical Hefajat-e-Islam, recentemente criado, exigem a pena de morte para todos aqueles que caluniam o Islã.

O primeiro-ministro Sheikh Hasina, que está à frente de um governo laico desde 2009 neste país de maioria muçulmana, rejeitou as reivindicações dos islamitas, argumentando que a legislação atual já permite condenar qualquer pessoa que insulte o Islã.

No mês passado, os ativistas do Hefajat organizaram uma greve geral e uma concentração que contou com centenas de milhares de pessoas, considerada a maior em décadas.

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