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Primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, renuncia ao cargo

Draghi já havia pedido para deixar o governo há alguns dias, mas o presidente Sergio Mattarella não aceitou

Internacional|Do R7

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Mario Draghi já não é mais o primeiro-ministro italiano
Mario Draghi já não é mais o primeiro-ministro italiano

O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, apresentou sua renúncia nesta quinta-feira (21), informou a assessoria de imprensa da Presidência, depois que seu governo de coalizão de unidade nacional entrou em colapso. 

Draghi "reiterou sua renúncia e a do Executivo que chefia", disse a presidência em um breve comunicado, especificando que "foi informada" da decisão e que ele permanecerá no cargo por enquanto para "dirigir os assuntos atuais". 


Muito aplaudido nesta quinta-feira (20) na Câmara dos Deputados, Draghi solicitou de imediato a suspensão da sessão para se deslocar ao palácio presidencial do Quirinal, onde chegou pouco depois das 9h15 locais (4h15 em Brasília) para comunicar a sua decisão ao presidente Sergio Mattarella

O chefe de Estado, árbitro da política na Itália, deve abrir um processo, de acordo com as regras de uma democracia parlamentar, que na opinião de muitos observadores levará a eleições antecipadas para a primeira ou segunda semana de outubro. 

Uma conclusão esperada depois que o Forza Italia, o partido de direita de Silvio Berlusconi, a Liga, o partido de extrema-direita de Matteo Salvini e o partido antissistema Movimento 5 Estrelas (M5E) se recusaram a participar de um voto de confiança solicitado na quarta-feira pelo primeiro-ministro no Senado.

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