Primeiro-ministro português lamenta mortes causadas por incêndio e declara luto nacional de 3 dias
António Costa afirmou que incidente é "tragédia humana" sem precedentes na história do país
Internacional|Do R7, com agências internacionais

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, fez pronunciamento neste domingo (18) lamentando o incêndio florestal de grandes proporções que matou pelo menos 61 pessoas e deixou 59 feridos em Pedrógão, na região central do país.
Em entrevista às 13h30 do horário local [9h30 do horário de Brasília], Costa afirmou que o incidente é uma "tragédia humana" sem precedentes na história portuguesa.
— Algo especial se passou e temos que aguardar que os técnicos apurem devidamente as causas. A prioridade tem sido dada ao combate chamas e à identificação das vítimas, não só as que já foram encontradas, como aquelas que porventura podem estar em zonas às quais ainda não tivemos acesso.
O primeiro-ministro declarou luto nacional de três dias e ressaltou que o trabalho no domingo será focado também na prevenção de novos focos de incêndio.
— Podemos ter condições meteorológicas hoje idênticas às que ocorreram ontem, nas mesmas zonas do país.
No sábado (17), o fogo se alastrou por uma área montanhosa, 200 km a sudeste de Lisboa, em meio a uma intensa onda de calor e ventos fortes. Parte das vítimas passava de carro na estrada que liga Figueiró dos Vinhos a Castanheira de Pêra quando foi surpreendida pelas chamas. Os veículos foram atingidos e seus ocupantes morreram carbonizados.
O governo já enviou dois batalhões do exército à área de Pedrógão para ajudar os serviços de emergência. A União Europeia disse que enviará aeronaves de combate a incêndios. A França ofereceu três aviões e a Espanha enviou dois, disseram autoridades.
Um incêndio florestal de grandes proporções matou pelo menos 61 pessoas e deixou 59 feridos em Pedrógão, região central de Portugal, no sábado (17)
Um incêndio florestal de grandes proporções matou pelo menos 61 pessoas e deixou 59 feridos em Pedrógão, região central de Portugal, no sábado (17)























