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Protesto de centrais sindicais da França contra reforma trabalhista se espalham pelo país

Imagens mostram confrontos violentos entre manifestantes e polícia 

Internacional|Do R7

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Líderes de centrais sindicais da França prometeram nesta quinta-feira (15) continuar lutando contra uma mudança na lei trabalhista que irá tornar as contratações e demissões mais fáceis, mas reconheceram que os meses de protestos de rua contra a legislação já adotada chegaram ao fim, já que o apoio está diminuindo.

Antes das manifestações desta quinta-feira em Paris e em outras cidades, os líderes sindicais que comandaram onda após onda de passeatas muitas vezes com episódios de violência nos últimos seis meses disseram que irão continuar a combater a lei, mas não nas ruas.


"Não desistiremos da luta. Não teremos outra onda de manifestações, mas há outras maneiras de combater a lei trabalhista", disse Jean-Claude Mailly, diretor da central Force Ouvrière, ao canal de televisão pública France 2.

"Esta lei será o chiclete que gruda na sola dos sapatos do governo".


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Mailly e Philippe Martinez, líder da central CGT, disseram ter esperança de que as contestações legais forcem a retirada da nova lei.


Eles afirmaram que pretendem contestar os decretos de aplicação — documentos que detalham como a lei se aplica na prática.

A nova lei, que o governo impôs ao Parlamento em julho perante uma rebelião de parlamentares do partido governista, pretende tornar o rígido mercado de trabalho francês mais flexível, em parte permitindo que as empresas adaptem os termos de pagamentos e horários de trabalho às suas necessidades mais facilmente.


Sete meses antes do primeiro turno de uma eleição presidencial totalmente indefinida, o presidente francês, François Hollande, ainda está sendo assolado por uma taxa de desemprego de dois dígitos, e espera que a nova legislação ajude a reduzir esse índice.

Embora Hollande tenha dado sinais claros de que pretende concorrer, o presidente havia disse anteriormente que só tentaria a reeleição se pudesse apresentar avanços na luta contra o desemprego.

Em seu auge, os protestos levaram quase 400 mil pessoas às ruas em março, mas o comparecimento vem caindo de forma constante à medida que o apetite da população pela confrontação da lei nas ruas diminui.

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