Rebeldes sírios afirmam precisar de armas para evitar "catástrofe humanitária"
Forças opositores querem mísseis antiaéreos e antitanques para proteger as áreas civis
Internacional|Do R7

Os rebeldes sírios advertiram nesta quinta-feira (20) os países "amigos da Síria" que, se não receberem mísseis antiaéreos e antitanques para proteger as áreas civis, acontecerá uma "catástrofe humanitária".
Em uma declaração à AFP, o porta-voz do Exército Sírio Livre (ESL), Luay Mokdad, pediu aos países do grupo de "amigos da Síria" que se reunirão sábado (22) em Doha para impor uma zona de exclusão aérea sobre as áreas controladas pelos rebeldes.
— Precisamos de mísseis terra-ar de curto alcance MANPAD, mísseis antitanques, morteiros, munições, entre outras coisas. Também precisamos de material de comunicação, coletes à prova de balas, máscaras de gás.
Decapitações, estrupos e tortura: a humanidade foi esquecida na Síria
Ao acusar as forças leais ao presidente Bashar al Assad de executar massacres nas regiões reconquistadas, o porta-voz declarou que "corremos o risco de uma verdadeira catástrofe humanitária se não recebermos estas armas para proteger as zonas civis".
Os ministros das Relações Exteriores de 11 países do grupo de "amigos da Síria" se reunirão no sábado em Doha para discutir sobre a ajuda militar que deve ser concedida à rebelião, informou na quarta-feira uma fonte diplomática francesa.
Também será discutida a possibilidade de organizar a conferência de paz chamada "Genebra 2".
Os 11 países que participarão no encontro de Doha são França, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Jordânia, Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Egito.
Mais de cem de presos morreram em prisão de Aleppo desde abril
Mais de cem presos morreram desde abril na prisão central de Aleppo, no norte da Síria, devido às precárias condições em que vivem e os ataques contra suas instalações, denunciou hoje o Observatório Sírio de Direitos Humanos.
O grupo, com sede em Londres e que conta com uma ampla rede de ativistas no país árabe, denunciou a morte de muitos prisioneiros por falta de alimentos e remédios, assim como por execuções e explosões.
O Observatório deu como exemplo o caso de três detentos que sofriam de tuberculose e morreram recentemente por não terem sido medicados.
Além disso, a sarna é uma doença bastante disseminada entre os presos e os próprios agentes.
Desde 2 de maio, os rebeldes ameaçam a penitenciária e têm o controle da estrada que conduz até o local, por isso a comida e os remédios chegam lançados pelo ar de helicópteros.
Nos arredores do local são comuns choques entre as forças do regime e os insurgentes, que em algumas ocasiões chegaram até o interior da prisão, onde há cerca de 4.000 pessoas.
Em 15 de maio, dois carros-bomba explodiram ao lado de muro e um posto de controle da prisão, e pouco depois os opositores tomaram a delegacia de Musalamiya.
Cerca de uma semana depois, um suicida detonou outro veículo carregado com explosivos na entrada principal do presídio.
O Observatório pediu que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e organizações internacionais intervenham de forma urgente para levar remédios e alimentos o mais rápido possível para a prisão de Aleppo.
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