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Repressão de protesto em Mianmar deixa pelo menos dois mortos

Manifestantes protestam contra junta militar que deu um golpe de estado no dia 1º. Polícia atuou com violência e armas

Internacional|Da EFE

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Manifestantes são agredidos e dois morrem em Mandalay, Mianmar
Manifestantes são agredidos e dois morrem em Mandalay, Mianmar

Duas pessoas morreram neste sábado, em Mandalay, a segunda maior cidade de Mianmar, durante a ação de repressão da polícia aos protestos contra a junta militar que tomou o poder no país em um golpe de Estado, em 1º de fevereiro.

Com isso, sobe para três o número de vítimas entre os participantes de atos que acontecem desde a derrubada do antigo governo.


Conforme apurou a Agência Efe, a primeira das vítimas registrada hoje é um jovem que foi ferido por disparo na cabeça enquanto fugia e que, em seguida, voltou a ser baleado quando estava caído no chão.

A vítima participava do protesto em apoio aos trabalhadores dos estaleiros da região, que estão em greve. As forças de segurança locais tentavam encerrar a paralisação à força.


Ainda conforme relatos obtidos pela Efe, funcionários dos serviços de resgate médico atestaram as duas mortes, ainda no local em que os corpos foram deixados.

As testemunhas ainda apontam que, pelo menos, outras cinco pessoas ficaram feridas durante a repressão aos protestos, que teria acontecido com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo, mas também munição real, segundo denúncias.


"É como uma zona de guerra", disse uma testemunha à equipe de reportagem da Agência Efe.

Ontem, já havia sido confirmada a morte de Mya Thwe Thwe Khine, uma jovem de 20 anos, que participava de um movimento de desobediência civil. A manifestante foi baleada com munição letal, segundo informaram grupos de defesa dos direitos humanos.


O Exército de Mianmar tomou o poder alegando ter acontecido uma fraude nas eleições de novembro do ano passado, em que venceu a Liga Nacional pela Democracia, partido liderado por Aung San Suu Kyi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, em 1991.

Os militares de Mianmar deram um golpe no último dia 1º de fevereiro e decretaram estado de emergência. A líder do país, Aung San Suu Kyi, e membros do alto escalão do governo foram presos.

Os políticos, que foram eleitos democraticamente em eleições nacionais, foram presos horas antes da primeira sessão parlamentar. Os militares confirmaram pela televisão que prenderam Suu Kyi e alegaram que as eleições tiveram fraudes. No pleito realizado em novembro, o partido da líder teve 83% dos votos, conseguindo se manter no poder por mais 5 anos. O partido apoiado pelos militares teve 33% dos votos.

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