Rússia diz que provas apresentadas pelos EUA sobre ataque químico não são convincentes
Chanceler russo disse que não teve acesso a todas as provas colhidas pelos norte-americanos
Internacional|Do R7

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta segunda-feira (2) que as provas apresentadas pelos Estados Unidos sobre o uso de armas químicas pelas tropas governamentais da Síria não são concretas e não convenceram as autoridades de Moscou.
"Sim, nos mostraram uns relatórios que não continham nada concreto: nem coordenadas geográficas, nem nomes, nem provas que as amostras foram recolhidas por profissionais", disse Lavrov, citado pela agência Interfax, ao inaugurar o ano letivo no Instituto de Relações Internacionais de Moscou.
Lavrov acrescentou que nos documentos citados não se comenta o fato de que vários especialistas colocam sérias dúvidas sobre as imagens em vídeo que circulam na internet do suposto ataque com armas químicas.
— Também o que nos mostraram antes, nos últimos tempos, nossos parceiros americanos, britânicos e franceses,[o material] não nos convence", reiterou o chefe da diplomacia russa.
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Lavrov disse que, quando Moscou solicita detalhes concreto,s "eles respondem que tudo é secreto" e, portanto, não nos podem entregar.
Ontem, o secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou que seu país tem provas de que o regime sírio usou gás sarin no suposto ataque com armas químicas na periferia de Damasco no dia 21 de agosto.
Amostras de cabelo e sangue das vítimas desse ataque, no qual, segundo os Estados Unidos, morreram 1.429 pessoas, "testaram positivo" para exposição ao gás sarin, detalhou Kerry em uma rodada de entrevistas com as principais emissoras de televisão.
Lavrov afirmou ainda que o convite para que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visite à Rússia segue de pé.
— Acredito que Barack Obama pode aproveitar o convite para visitar à Rússia.
Obama cancelou a reunião de cúpula com o presidente russo, Vladimir Putin, que estava prevista para esta semana em Moscou, depois que a Rússia concedeu asilo para o ex-técnico da NSA (Agência Nacional de Segurança) Edward Snowden, que revelou documentos secretos da inteligência americana sobre programas de espionagem.
"Esperávamos receber Obama aqui. Havia vários acordos preparados. O convite ao presidente Obama se mantém de pé, assim como os projetos de acordos", disse o chefe da diplomacia russa.
Apesar de ter cancelado a reunião de Moscou, Obama encontrará Putin esta semana na cúpula do G20 que será realizada na quinta e na sexta-feira em São Petersburgo, a antiga capital imperial russa.
A Casa Branca declarou que Obama encontrará Putin em São Petersburgo, mas detalhou que não está prevista uma reunião bilateral entre os dois presidentes.
Essas declarações foram feitas antes do agravamento da situação na Síria e antes de Obama anunciar sua decisão de fazer um ataque limitado contra as instalações do regime do presidente sírio, Bashar al Assad, em represália pelo uso, segundo os EUA, de armas químicas contra a população.
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