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Três mulheres enfrentaram assassinos de Londres para proteger soldado esfaqueado

Ao ser ameaçada por um dos agressores, uma delas avisou “São vocês contra uma multidão, vocês vão perder”

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Após o soldado ser esfaqueado, as três se aproximaram da cena do crime para ajudar vítima
Após o soldado ser esfaqueado, as três se aproximaram da cena do crime para ajudar vítima

Entre todos os acontecimentos envolvidos ao assassinato brutal de um soldado na quarta-feira (22), em Londres, um dos que mais chamaram a atenção foi a coragem de três mulheres.

Sem medo, elas confrontaram os assassinos e correram para ajudar a vítima, evitando outras agressões.


A primeira heroína, descrita pelo tabloide britânico Daily Mail como uma mulher religiosa de cerca de 50 anos, bravamente se aproximou dos agressores enquanto eles andavam pela rua cobertos de sangue. Ela queria apenas pedir para se sentar ao lado do homem caído no chão.

Enquanto ela falava com o soldado, uma segunda mulher se aproximou para falar com um dos assassinos, na tentativa de acalmá-lo.


Foi quando uma terceira mulher surgiu. Ingrid Loyau-Kennett, de 48 anos e mãe de dois filhos, começou a discutir com o outro agressor, que teria avisado: “Queremos começar uma guerra em Londres hoje”.

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Com uma postura firme, Ingrid Loyau-Kennett, de 48 anos e mãe de dois filhos, respondeu: “Neste momento, são vocês contra uma multidão. Vocês vão perder”.


Joe Tallant, uma testemunha, diz ter visto a primeira mulher se aproximar do homem e perguntar se ela poderia ficar junto do soldado, que havia sido muito ferido e parecia decapitado.

— Ela é uma mulher muito religiosa. Ela presenciou tudo e queria apenas confortar aquele homem, e andou sem medo até os assassinos para falar com eles. Ao se aproximar do soldado, colocou a mão no seu peito e parecia rezar por ele. A cabeça dele estava ao lado dela.

Assim que viu a cena, Ingrid desceu do ônibus e discutiu com os assassinos
Assim que viu a cena, Ingrid desceu do ônibus e discutiu com os assassinos

Imagens feitas pelo canal ITV News mostram a mulher sentada na rua ao lado do corpo, enquanto, em outra cena, ela coloca a mão nas costas dele.

Já Ingrid desceu do ônibus em que estava assim que viu a cena. Ela checou o pulso do soldado e foi falar com o homem que tinha esfaqueado a vítima até a morte.

Ingrid, que foi professora no passado, garantiu que nunca recebeu treinamento para lidar com este tipo de situação.

— Vejo agora a proporção do que aconteceu. Mas na hora o homem com quem falei era apenas um sujeito normal um pouquinho alterado. Ele não estava drogado nem bêbado.

Segundo ela, o homem a avisou “Não toque nele, eu o matei”.

Ao questioná-lo, ele continuou dizendo a ela: “Ele era um soldado britânico, ele matou pessoas, ele matou muçulmanos em países muçulmanos”.

Ingrid contou que ele se explicava dizendo que a morte do soldado aconteceu “por todos os bombardeios e mortes”.

Quando perguntada se temeu por sua vida, ela disse que era melhor que ela morresse do que as crianças que estavam por perto. “Elas é que são importantes.”

O primeiro-ministro David Cameron, ao saber da conversa que ela teve com um dos assassinos — sobre a “guerra” que ele ameaçava começar e que ela garantia que eles perderiam — disse que Ingrid “falou por todos os cidadãos britânicos”.

— Para combater a violência extremista, precisamos ficar juntos, precisamos reforçar nossa polícia e serviços de segurança e, sobretudo, desafiando o discurso venenoso do extremismo que alimenta esta violência.

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