Twitter acusa governo da Venezuela de bloquear imagens na rede
Na terça-feira, os protestos contra o governo deixaram três mortos e mais de 60 feridos
Internacional|Do R7

Imagens da rede social Twitter estão bloqueadas na Venezuela, após uma semana de violentos protestos, e a empresa suspeita que o governo esteja por trás da medida, declarou um porta-voz do microblog, nesta sexta-feira (14), à AFP.
"Confirmo que as imagens do Twitter estão atualmente bloqueadas na Venezuela. Acreditamos que o governo as esteja bloqueando", disse o porta-voz, em um email à AFP.
Centenas de estudantes venezuelanos fecharam ruas de Caracas, no terceiro dia consecutivo de manifestações contra o governo de Nicolás Maduro, pedindo a liberação dos universitários detidos nos protestos de quarta-feira (13), que deixaram três mortos e mais de 60 feridos.
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"Estamos aqui outra vez para exigir a liberdade dos estudantes, e porque não podemos mais viver com tanta violência", explicou à AFP María Correia, estudante de 20 anos da Universidade de Santa Maria, no ato que ocupou parte da Avenida Francisco de Miranda, em Chacao, área metropolitana da capital.
Os jovens agitavam bandeiras da Venezuela e exibiam cartazes com frases como "A Venezuela somos todos nós, liberdade aos estudantes" e "Queremos paz, violência nunca mais".
"Povo, escuta, unam-se à luta!", cantavam os participantes. Alguns usavam megafones para organizar o protesto, que se dirigiu até a sede da OEA (Organização dos Estados Americanos). Manifestações também foram convocadas em outras cidades.
Nesta sexta, dirigentes estudantis anunciaram que tinham sido liberados 60% das cerca de 100 pessoas detidas na quarta, quando milhares de universitários, acompanhados de líderes da oposição, protestaram contra a insegurança e a instabilidade econômica.
Foi o maior ato contra Maduro registrado em seu governo. Na ocasião, três pessoas morreram e 66 ficaram feridas.
Manifestantes radicais, alguns com rostos cobertos, depredaram um prédio do Ministério Público, onde estudantes opositores estavam concentrados.
O governo afirmou que os atos de violência foram resultado de ações de "grupos de ultradireita infiltrados", que querem provocar "um golpe de Estado" na Venezuela.












