Após ser preso, acusado de matar juíza mineira no Mato Grosso participa de reconstituição e confessa crime
Ex-marido da magistrada não confessou formalmente durante interrogatório
Minas Gerais|Do R7 MG

Após ser preso, Evanderli de Oliveira Lima, que é principal suspeito de ter matado a juíza mineira Glauciane Chaves de Melo, de 42 anos, confessou o crime informalmente. O assassinato ocorreu na cidade de Alto Taquari, no Mato Grosso, na última sexta-feira (7). No entanto, Evanderly só foi preso nessa segunda-feira (10).
De acordo com informações divulgadas pela assessoria da Polícia Civil do Mato Grosso, Evanderli, de 43 anos e natural de Contagem, na Grande BH, não fez uma confissão formal durante o interrogatório, que foi feito pelo delegado Arnaldo Agostinho Sottani. Porém, o suspeito participou da reconstituição do assassinato e contou, de forma informal, detalhes de como a juíza foi morta.
Segundo o delegado, Evanderli revelou que, na manhã da último sexta-feira (7), ele realmente foi até o Fórum para conversar com a magistrada, já que não concordava com a separação e desejava retomar o casamento.
Ainda segundo o suspeito, quando ele já estava saindo do gabinete, a juíza veio atrás dele, que sacou a arma e efetuou dois disparos que atingiram a nuca da magistrada. “A partir daí ele diz não se lembrar de mais nada. A que tudo indica ele sacou a arma e a juíza foi se esconder atrás da mesa”, disse o delegado, que informou ainda que o corpo da magistrada foi encontrado próximo a mesa de trabalho. “Mas isso será melhor explicado ela perícia”, complementou.
Ao delegado, o preso relatou que pensou em se entregar, mas teve medo de morrer devido ao cerco policial montado. Ele disse também que está arrependido e não se lembra de muitos detalhes do crime. Conforme Sottani, o acusado foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, motivo torpe, sem direito de defesa da vítima.
Ao sair do Fórum, o preso falou que jogou a arma no canteiro, local onde o revólver calibre 38 foi encontrado pela polícia.
Ainda de acordo com o delegado, Evanderli de Oliveira Lima foi Bombeiro Militar em Minas Gerais, tem curso de socorrista e treinamento de sobrevivência na mata e, por isso, tinha condições de permanecer escondido por todos esses dias.
Depois da reconstituição, Evanderli foi transferido à Polinter, em Cuiabá. O detido permanece recolhido no anexo II da Penitenciária Central do Estado (PCE).













