Corpos das duas vítimas de queda de viaduto são enterrados
Hanna Cristina dos Santos e Charlys Frederico Moreira foram atingidos pela estrutura
Minas Gerais|Do R7

Os corpos de Hanna Cristina dos Santos, de 24 anos, e Charlys Frederico Moreira do Nascimento, 25, foram enterrados nesta sexta-feira (4). Os dois estavam no micro-ônibus e no Fiat Uno, respectivamente, que foram atingidos pelo viaduto que desabou na avenida Pedro 1º.
Hanna, que dirigia o suplementar da linha 70, foi velada e sepultada no Cemitério Parque Bosque da Esperança, na região de Venda Nova, por volta das 17h. Nascimento foi enterrado no Cemitério Municipal de Lagoa Santa, na Grande Belo Horizonte.
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A filha da motorista, de cinco anos, acompanhou o velório da mãe. Assim que teve alta do hospital, na manhã desta sexta-feira, a menina de cinco anos pediu para ver Hanna. A criança também estava dentro do ônibus que foi atingido pela estrutura.
José Antônio dos Santos, pai da vítima, recebeu a notícia na cidade de Florestal , na região metropolitana de Belo Horizonte, e teve que conter a mãe de Hanna.
— A minha esposa começou a querer abrir a porta do carro, a pular e gritar. Eu fiquei segurando ela com o braço. Eu estava a mais de 100km por hora. Parei onde tinha gente para me ajudar. Achei que ela ia se suicidar.
Segundo familiares da jovem, a Prefeitura de Belo Horizonte e a construtora responsável pela obra não ofereceram ajuda.
A mesma reclamação foi feita pela mulher de Nascimento. Em entrevista à Record Minas, a doméstica Cristilene Pereira Sena, de 32 anos, relatou sua indignação com o caso.
— Ele era uma pessoa humilde trabalhadora, morreu por causa de quem? Agora estou eu sozinha. Muitos gastaram naquilo ali, que não prestou para nada, só para tirar a vida do meu marido. Até agora ninguém sequer procurou saber quem é a família dele para dar um apoio.
Segundo Cristilene, Charlys iria buscá-la no trabalho às 15h. Às 15h15 ele não atendeu ao telefone mais. Após esperar algum tempo, resolveu ir a pé atrás do marido. Quando chegou ao local, viu o carro dele debaixo do viaduto.
— Eu fiquei lá das 15h até as 6h, sem apoio de ninguém. Apenas um policial ficou lá comigo.















