Fiscais do Ibama que cobravam propina de fazendeiros são condenados a 22 anos de prisão
Produtores que usavam agrotóxicos ilegais eram subornados para não receber multas
Minas Gerais|Do R7

A Justiça Federal condenou quatro ex-fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis) em Paracatu, no noroeste de Minas, por corrupção passiva. Eles cobravam de R$ 6.000 a R$ 20 mil de fazendeiros que utilizavam agrotóxicos de uso proibido para não emitir multas em autos de fiscalização.
A sentença foi divulgada pelo MPF (Ministério Público Federal) nesta terça-feira (14).
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Eliézer Costa dos Santos, considerado o líder do grupo, recebeu pena de sete anos de prisão e pagamento de 322 dias-multa. José Carlos Pereira Leite, Marcos Antônio Reis Fróes e Ricardo Gomes Menescal foram condenados a cinco anos de prisão e a pagar 182 dias-multa. Com a sentença, todos tiveram decretada a perda do cargo público.
Quando recebeu a visita dos fiscais, em 2004, um fazendeiro ouviu a proposta de suborno, combinou a entrega e chamou a Polícia Militar. Na presença dos policiais, os funcionários do Ibama negaram o crime assinaram as infrações. O caso chegou ao MPF, que ofecereu a denúncia.
Segundo a Justiça, testemunhas e vitimas confirmaram o pagamento de suborno. "Houve crime e isso é indubitável. (...) Os fiscais agiam juntos, viajavam juntos, voltaram junto à fazenda de G. para buscar o dinheiro. Aliás, chegaram a discutir e alcançar um consenso sobre a redução da vantagem {de R$ 20 mil] para seis mil reais".














