Juiz cita caso Amarildo para determinar prisão de oito policiais acusados de execução e tortura
Magistrado afirma que violência policial em Ribeirão das Neves é "constante"
Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

A Justiça determinou a prisão de dois policiais militares acusados de homicídio e outros seis que torturaram um morador de Ribeirão das Neves, na Grande BH, para que ele assumisse a posse de pedras de crack.
Foi pedida a prisão de Percival Guimarães Neto e José Moura, que mataram um suspeito desarmado durante uma abordagem com diversos tiros, incluindo um na nuca. A casa do homem foi invadida e, segundo a perícia, a vítima foi executada, apesar de não oferecer resistência.
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Os outros denunciados são Jorge Henrique Matos, Natanael Junio Soares de Oliveira, Fabrício Magalhães de Souza, Marcelo do Carmo Nogueira, Carlos Alberto Rocha e Rafael Patrício dos Santos, acusados de invadir a casa de um homem, cobrir as janelas e torturá-lo para admitir a posse de crack. Ele foi obrigado a vestir uma blusa de frio para camuflar os hematomas e teve que assinar um depoimento dizendo que tinha caído de moto. A vítima e sua família ainda foram ameaçadas de morte caso denunciassem os abusos cometidos pelos policiais.
Na decisão, o juiz 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Ribeirão das Neves considerou que abusos cometidos por militares na cidade têm sido uma prática “corriqueira e constante" e citou a morte do pedreiro carioca Amarildo de Souza, no Rio de Janeiro, afirmando que não se pode admitir que policiais “usem da farda e de um armamento fornecido pelo Estado para agredir a sociedade que o sustenta".
Os oito acusados entraram com habeas corpus, que foi negado por desembargadores da 5ª Câmara Criminal.















