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Julgamento de ex-delegado acusado de matar namorada adolescente é retomado

Geraldo Toledo responde por homicídio duplamente qualificado; crime ocorreu em 2013

Minas Gerais|Do R7

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Geraldo Toledo é acusado de matar a adolescente Amanda Santos
Geraldo Toledo é acusado de matar a adolescente Amanda Santos

Foi retomado na tarde desta quarta-feira (2) o julgamento do ex-delegado Geraldo Toledo em Ouro Preto, na região central de Minas Gerais. Ele é acusado de matar a namorada, Amanda Linhares Santos, de 17 anos, com um tiro na cabeça. O crime ocorreu em abril de 2013.

O júri popular do ex-policial civil teve início na terça-feira (1º) e é presidido pela juíza Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva. A sessão durou mais de nove horas e foram ouvidas nove pessoas, entre testemunhas e informantes, arroladas pela acusação e pela defesa.


Entre as testemunhas de defesa estão a ex-mulher, uma ex-namorada e a atual companheira de Toledo. Todas disseram que ele não era violento e negaram que ele as tenha agredido alguma vez. Já a mãe da vítima, ouvida como informante, disse que não aprovava o relacionamento dela com o ex-delegado e confirmou que a relação entre os dois era conturbada.

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Toledo é acusado de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e por impossibilitar a defesa da vítima. No julgamento, os jurados vão analisar também se o réu cometeu fraude processual ao deixar o local do crime, mudar o estado das coisas, apagando vestígios e dificultando a apuração dos fatos.


O ex-policial permaneceu preso durante toda a tramitação processual. Para a juíza, a prisão era imprescindível "para a garantia da ordem pública e da aplicação da lei". Ele teria atirado na adolescente durante uma briga na estrada que liga Ouro Preto a Lavras Novas. 

A menor foi baleada na cabeça e ficou internada por quase dois meses no Hospital Pronto-Socorro João 23, em Belo Horizonte. Ela morreu na noite do dia 4 de junho, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Na época do crime, o ex-delegado disse que ela tinha se suicidado, o que foi descartado pela perícia.


Antecedentes

Toledo ingressou como delegado na PC em julho de 2002. Ele também já responde a um Processo Administrativo na Corregedoria por suspeita de irregularidade no licenciamento de veículos, quando era titular da Delegacia de Trânsito em Betim. De acordo com a legislação, uma das penas previstas é a demissão do delegado.

Uma outra ocorrência, também de suspeita de irregularidade em licenciamento de veículo, resultou na prisão de Toledo, pela própria Polícia Civil, quando ele era delegado de Trânsito em São Joaquim de Bicas, em 2011. Esse caso caminha para abertura de um segundo processo administrativo na corregedoria.

Em 19 de março de 2014, Geraldo Toledo foi indiciado pela Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente por agressão. O inquérito já está na 13ª Vara Criminal. Essa ocorrência também pode culminar em outro procedimento na Corregedoria-Geral.

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