Metrô de Belo Horizonte para por 24h, decidem trabalhadores em assembleia
Paralisação faz parte do Dia Nacional de Lutas
Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7 MG

O metrô de Belo Horizonte não vai funcionar na quinta-feira (11), data marcado por centrais sindicais como o Dia Nacional de Lutas em todo o Brasil.
As composições param de funcionar 1h, após a operação do jogo do Atlético contra o Newell´s Old Boys pela Copa Libertadores da América. As estações de metrô só voltam à operação normal às 23h de quinta-feira.
A categoria decidiu paralisar as atividades em assembleia na noite desta quarta-feira (10), ocorrida na Praça da Estação. Cerca de 70 metroviários participaram do encontro. A decisão não foi unânime.
Segundo o sindicato que representa os trabalhadores, filiado à CUT, os metroviários defendem as pautas nacionais do movimento, contra o PL 4330, que amplia terceirizações, são contra o fator previdenciário e defendem a carga horária de 40 horas semanais. Os trabalhadores também defendem a aplicação de 2% do PIB em transportes públicos.
A nível estadual, os trabalhadores do setor rejeitam a concessão de serviços públicos à iniciativa privada, aplicada no modelo de Parcerias Público-Privadas adotado pelo Governo Estadual para o sistema de transporte e a privatização do metrô de BH.
Liminar
A CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) conseguiu uma liminar no Tribunal Regional do Trabalho que exige uma escala mínima nos horário de pico com 50% dos trens dos trens circulando das 5h20 às 9h e das 17h às 20h. Em caso de descumprimento, a multa diária será de R$ 5 mil, por dia.
O sindicato, no entanto, decidiu que não irá cumprir a decisão.
Mobilização
O Dia Nacional de Lutas, marcado para quinta-feira (11) em todo o Brasil, deve ter adesão de diversas categorias em Belo Horizonte. As centrais sindicais prometem reunir cerca de 30 mil pessoas na Praça Sete, no centro da capital, a partir de 11h.
Os ônibus sairão normalmente das garagens, mas algumas linhas devem ter o serviço interrompido na hora do almoço. Não haverá piquetes nas garagens. Funcionários da saúde realizam escala mínima de 30% e 50% para serviços de emergência.














