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Mineira monta escola de princesas em Uberlândia (MG) para ensinar etiqueta para meninas

Segundo dona do empreendimento, mais de 400 estudantes já passaram pela escola

Minas Gerais|Do R7 MG

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Alunas aprendem sobre etiqueta e culinária durante chá de princesa
Alunas aprendem sobre etiqueta e culinária durante chá de princesa

A cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, tem a primeira "escola de princesas" do mundo, segundo Nathália de Mesquita, idealizadora do empreendimento.

De acordo com Nathália, oito meses de pesquisa e planejamento antecederam a inauguração da escola, que ocorreu em janeiro desse ano. A psicopedagoga tem a patente internacional do modelo de escola e conta que a ideia surgiu da forma como ela desejaria criar uma filha.


— Eu não tenho uma princesa, só dois príncipes. Mas sei que os pais de hoje em dia estão precisando de apoio na educação dos filhos.

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A escola recebe alunas de 4 a 15 anos e oferece cursos trimestrais e mensais, programas de férias e eventos pontuais, como chás de princesa e aniversários.


A colônia de férias de julho, que, segundo Nathália, já tem 100 inscritas, custa R$ 280, com lanches e materiais inclusos. O evento mais barato da Escola de Princesas é o chá, que sai por R$ 60 e tem duas horas de duração e ensinamentos básicos sobre culinária e etiqueta. O curso mais caro é o trimestral, que sai por R$ 1.200.

As aulas do curso giram em torno da identidade, da etiqueta, da estética, dos relacionamentos e do castelo de uma princesa. Para as alunas mais velhas, a disciplina "De princesa à rainha" oferece orientações sobre a passagem para a vida adulta e fora da casa dos pais.


Segundo Nathália, as estudantes aprendem sobre culinária, lavanderia, primeiros socorros, equilíbrio emocional, reputação, imagem e outros assuntos. A psicopedagoga considera que é um "curso para a vida", baseando-se nas mulheres que gostaria que casassem com seus filhos.

Repercussão

Nathália afirma que a escola apresenta 100% de aprovação e de indicação das mães que matriculam suas filhas, vindas de diversas regiões, e que há uma lista de espera para novas vagas.

A psicopedadoga ainda afirmou que críticas ao seu trabalho vieram de grupos feministas da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) e de comentários nas matérias sobre a escola publicadas na internet. Nathália acredita que as pessoas que a acusaram de "regredir as mulheres" e "colocá-las de volta na cozinha" não conhecem de fato a proposta da escola.

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