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Mineiros se inspiram nos gringos e compartilham ingressos de cinema e livros

Ponto do Livro e Ingresso Amigo são iniciativas pioneiras que começam a ganhar adeptos

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

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Intenção é que o projeto seja ampliado para outros cinemas
Intenção é que o projeto seja ampliado para outros cinemas
Projeto começou a ser implantado no dia 29 de janeiro
Projeto começou a ser implantado no dia 29 de janeiro

Compartilhar cultura e estimular a gentileza entre os moradores de Belo Horizonte são os princípios de dois projetos inovadores que começam a ganhar espaço na capital mineira. Inspirados em formatos internacionais, o Ingresso Amigo e o Ponto do Livro incentivam, respectivamente, a doação de entradas para o cinema e obras literárias.

A psicóloga Cecília Goursand, organizadora do Ingresso Amigo, conta que sempre buscou práticas que estimulassem a gentileza entre as pessoas. Apaixonada por cinema, ela ficou animada com a possibilidade de “unir o útil ao agradável”. Ao saber uma proposta que ocorre na Europa, onde as pessoas deixam cafés pagos para os próximos clientes, ela resolveu lançar a ideia nas redes sociais, em parceria com o Cinema Belas Artes. Cecília conta que o intuito é ampliar o projeto para todas as salas da cidade e aumentar a divulgação.


—Planejo distribuir cartazes em escolas e faculdades, para atingir o maior número de pessoas possível. É um ciclo, né, então quanto mais for divulgado, mais vai estar mais forte.

A psicólogoa lamenta, no entanto, as barreiras que dificultam o crescimento da iniciativa. Além da falta de abertura das grandes salas de cinema comercial, muitas pessoas ainda não acreditam que o esquema funcione e, por medo, não vão às salas de cinema retirar os ingressos. Mesmo assim, ela insiste na ideia e acredita que é necessário “mudar a visão” de que projetos como este não têm espaço no Brasil.


—As pessoas estão muito mais abertas hoje em dia, quem econhece o projeto está aceitando muito. E eu espero que os estabelecimentos também entrem nessa, não só de ingressos, mas que se inspirem para criar outras iniciativas.

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Ponto do Livro

A receptividade do público é um dos maiores estímulos também para Pedro Ivo Dias, empreendedor e integrante do Coletivo We Love, um dos responsáveis pelo projeto Ponto do Livro, em Belo Horizonte. Outros três coletivos também auxiliam no planejamento da ação, que ocorre somente nos dois pontos da praça da Liberdade, região centro-sul da capital, até o momento.


As instalações foram feitas há pouco mais de um mês, no dia 19 de janeiro. O ciclo funciona assim: as pessoas doam os livros que não usam mais, que são colocados nestas “bibliotecas ao ar livre”, nos pontos de ônibus. Aqueles que passam por ali podem retirar uma obra e, até mesmo, levar para casa. A ideia, no entanto, é que este leitor devolva o livro em outro ponto qualquer e, assim, ofereça a oportunidade de que ele atinja mais pessoas. Segundo Dias, o próximo passo é “entregar o projeto para a população”, como alguém que “cuida de um filho pequeno e o entrega ao mundo”.

— A sociedade gostou e acolheu muito a ideia, não só pessoas, como instituições. A ideia é estimular a colaboratividade, compartilhar cultura mesmo. Queremos mostrar que podemos ter uma cidade mais fraterna, com todo mundo se cuidando.

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