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MP quer que policiais que destruíram carro durante operação sejam expulsos

Ação foi filmada por câmeras de segurança; tenente que ordenou a ação também foi denunciado

Minas Gerais|Do R7

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Policiais podem ser expulsos da corporação
Policiais podem ser expulsos da corporação

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou os cinco policiais militares que foram flagrados destruindo um carro durante uma operação em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O tenente que ordenou a ação também foi denunciado.

Segundo o MPMG, na esfera criminal, os policiais teriam cometido abuso de autoridade ao praticarem “ato lesivo à honra ou ao patrimônio de pessoa natural ou jurídica” e, no caso do tenente, também por agir de forma omissa tanto por não conseguir impedir o crime quanto por não buscar punição aos policias quando soube do fato.


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Já na esfera cível, o MP acusa os policias de feriram os princípios da moralidade e da legalidade que norteiam a Administração Pública e de agiram em desacordo com o Código de Ética da Polícia Militar ao não respeitarem os princípios da cidadania e dos direitos humanos e ao desprestigiarem a instituição policial e a imagem dos militares.


O órgão quer que o tenente tenha seus direitos políticos suspensos de três a cinco anos, seja obrigado a pagar multa de 40 salários e não possa contratar com o Poder Público.

Já em relação aos cinco policiais, o MP quer que eles percam a função pública, tenham seus direitos políticos suspensos de três a cinco anos, sejam obrigados a pagar multa de 80 salários e fiquem proibidos de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.


A operação

Segundo o Ministério Público, durante a busca por veículos de criminosos, os policiais teriam confundido o Escort de um morador da cidade, estacionado na rua, com um dos automóveis procurados na ação de combate à criminalidade. Ao se depararem com o veículo sem ninguém dentro, os militares o teriam arrombado, rasgado os pneus, retirado o banco traseiro e danificado a pintura e a lataria.

A vítima só teria descoberto o que ocorreu por causa de câmeras instaladas em um estabelecimento comercial próximo ao local onde o carro estava estacionado.

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