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MPMG cumpre mandados na casa de Alvimar Perrella em operação contra fraudes em licitações 

No local, foram apreendidos documentos de uma empresa da qual Perrella faz parte e que estaria em nome do filho dele

Minas Gerais|Regiane Moreira e Gabrielle Assis, da Record TV Minas

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Conforme informações do B.O., a empresa seria um açougue
Conforme informações do B.O., a empresa seria um açougue

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) cumpriu, nesta terça-feira (7), mandados de busca e apreensão na casa do empresário e ex-presidente do Cruzeiro Alvimar Perrella. A ação faz parte da operação Baião de Dois, de combate a fraudes em licitações em Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará, na Grande BH.

Durante a operação, foram apreendidos documentos de uma empresa da qual Perrella faz parte e que estaria em nome do filho dele. De acordo com o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, que deu apoio à ação, a empresa seria um açougue. 


Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas que atuavam no ramo de alimentos. Além da PM, as Polícias Civil e Penal e a Secretaria de Estado da Fazenda deram apoio à ação.

Conforme informações do MP, os investigados controlavam, pelo menos, três empresas que seriam concorrentes, para impedir o caráter competitivo das licitações. Os suspeitos respondem pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, corrupção e lavagem de dinheiro.


A reportagem entrou em contato com o Alvimar Perrella, mas não obteve retorno. 

Sobre a operação


A operação deflagrada nesta terça-feira (7) investiga crimes contra a administração pública. Segundo o MP, foi descoberto que, após declaração de inocência de uma empresa por envolvimento em cartel, o que a impediu de participar de licitações, seus sócios e representantes passaram a atuar por meio de outras pessoas jurídicas a fim de burlar essa restrição imposta pelo Estado. 

"A operação Baião de Dois visa complementar as provas já produzidas, de modo a identificar o eventual envolvimento de outras empresas, empresários e agentes públicos, bem como determinar a extensão e consequências das fraudes, com outros detalhes sobre a forma de agir da associação, a partir da apreensão de documentos, computadores, celulares e dispositivos eletrônicos pessoais dos envolvidos", afirma o MP, em nota.

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