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Polícia recebe pista falsa sobre paradeiro de menina desaparecida há um mês no norte de Minas

Garota encontrada em cativeiro em Montes Claros foi confundida com Emily Ferrari, de oito anos

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7 MG

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Advogado da família da criança cobra atitude enérgica da polícia
Advogado da família da criança cobra atitude enérgica da polícia

No dia em que o desaparecimento de Emily Ketlyn Ferrari, de oito anos, sumida em Rio Pardo de Minas, no norte do Estado, completa um mês, a Polícia Civil recebeu um alarme falso de que a garota teria sido encontrada. O chamado foi feito pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira (4). Os militares estouraram um cativeiro onde estava uma menina com idade igual à da garota. No entanto, ao checarem a informação, agentes da Polícia Civil descobriram que se tratava de outra criança, chamada Júlia, que havia desaparecido em Montes Claros.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Luiz Antônio do Nascimento, as apurações sobre o sumiço de Emily estão "caminhando". Ele aguarda documentos importantes que podem comprovar ou descartar a participação de uma pessoa no crime. Nascimento ressaltou ainda que tem esperanças de encontrar a menina viva.


— Estamos caminhando e também nos preparamos para a possibilidade de não chegarmos a um desfecho, mas pretendemos chegar aos responsáveis.

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Por outro lado, o advogado da família, Diogo Côrrea, questiona o andamento do inquérito. O defensor alega que a ajuda de investigadores de Belo Horizonte permitiram que as apurações fossem "bem encaminhada" e cobra uma "atitude mais enérgica" da Polícia Civil.

— Se o inquérito está bem instruído, se há indicídios sobre autoria [do desaparecimento], dá para tomar uma atitude enérgica. Por que ele [o delegado] não agiu? Por que não pediu um mandado de prisão preventiva?


Côrrea alega ainda que o delegado estaria fora da cidade há cerca de uma semana e que, durante este tempo, o inquérito estaria parado. Nascimento rebate as acusações e diz que o advogado "está se equivocando e pegando atribuições que não são dele".

— Ele tem que se colocar no lugar dele. Eu posso desafiar qualquer promotor, juiz ou delegado a conseguir fazer com o inquérito o que eu fiz até agora. São mais de mil páginas.

Quanto à falta de suspeitos detidos, Nascimento ressalta ainda que "precisa checar as informações" e que não pode divulgar outros dados para não atrapalhar as investigações e proteger as testemunhas.

Com o objetivo de pressionar a Polícia Civil, o defensor pretende reunir moradores de Rio Pardo de Minas e familiares da criança em frente à delegacia da cidade a partir de 17h.

— Acompanho a menina há anos e vou lutar até o final para que isso seja solucionado.

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