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Policiais suspeitos de homicídio de garota de 18 anos são presos em Governador Valadares

Militares teriam fornecido arma e escoltado suspeitos no dia do crime

Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

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Cabo Simão Conrado Pires Júnior teria ameaçado testemunhas, segundo juiz
Cabo Simão Conrado Pires Júnior teria ameaçado testemunhas, segundo juiz

Dois policiais militares supseitos de homicídio foram presos por decisão da Justiça em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Eles tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Everton Villaron, da 1ª Vara Criminal, por ameaçarem testemunhas do processo. Um deles também é investigado por supostamente fazer parte de um grupo de extermínio na região. 

O cabo da reserva Marco Antônio da Silva Alves, de 41 anos, e o cabo Simão Conrado Pires Júnior, de 48, foram levados para celas do 6º Batalhão na segunda-feira (8). Em nota divulgada ontem, o comando da PM confirmou as prisões e afirmou que não pode repassar detalhes porque o processo corre em segredo de Justiça.


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Segundo o delegado Fábio Sfalsin, a Polícia Civil chegou até os militares enquanto investigava o assassinato de Miriam Pereira Arantes, de 18 anos, ocorrido em setembro de 2013. 


Um dos envolvidos, Getúlio Leal Pereira, 22 anos, teria confessado crimes a Miriam pelo Facebook. Quando descobriu que ela usava um perfil falso, temendo que fosse denunciado, planejou o assassinato e contou com a ajuda dos militares, que o teriam escoltado no dia do assassinato. Marco Antônio da Silva ainda teria fornecido a arma usada na ação. 

Miriam Arantes foi morta a tiros quando passava em uma moto com o namorado, que também foi ferido. A polícia aponta Danio Almeida de Aguilar, 31, como sendo o atirador. Marco Antônio também já atuou como advogado de Getúlio e Dânio. 

Simão Conrado Pires Júnior foi preso em 2011 suspeito de receber encomenda de uma fazendeiro para matar um assaltante. Na época, o delegado Jeferson Botelho apontou que ele seria integrante de um grupo de extermínio. Em 2014, o cabo participou de uma audiência pública na Assembleia Legislativa em que denunciava sofrer perseguições de superiores na Polícia Militar. 

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