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Red Hot Chili Peppers salva a noite em festival marcado pela desorganização

Estreia da banda em MG teve barracas sem água e comida, atrasos e carros parados por três horas

Minas Gerais|Enzo Menezes e Felipe Rezende, do R7

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Banda mesclou faixas dos últimos quatro discos
Banda mesclou faixas dos últimos quatro discos

Era pra ser o show da vida para muito fã que esperava o Red Hot Chili Peppers há pelo menos 20 anos, mas a completa desorganização do festival Circuito Banco do Brasil comprometeu qualquer memória afetiva das 40 mil pessoas que foram ao Megaspace, em Santa Luzia, na Grande BH, na noite de sábado (2).Quando finalmente os californianos subiram ao palco, entregaram quase tudo o que o público queria ouvir e, literalmente, salvaram a noite.

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Imagine 7.000 carros presos em um estacionamento que só tem um portão - e entenderá o engarrafamento que deixou o público totalmente parado dentro dos carros entre 1h e 4h da madrugada. Para chegar não foi diferente, já que uma manifestação na MG-020, reivindicando condições de moradia, deu outro nó no trânsito, o que fez o Rappa se atrasar e tocar só seis músicas. Quem tentava usar um dos 380 banheiros químicos disponíveis perdia meia hora na fila - o tempo que durou os shows do O Rappa e Yeah Yeah Yeahs. Comida e bebida? Mais quarenta minutos de espera para barracas que não davam conta da demanda, onde faltava até água.

Mescla de sucessos


Com o público ganho desde o início - era notório que ninguém estava ali por outra atração - o Red Hot mostrou a energia esperada em 16 músicas. Três canções para cada um dos últimos quatro discos, Under The Bridge para o contraponto no meio do show e Give it Away tradicionalmente fechando a noite.

As surpresas ficaram com uma versão inspirada de Higher Ground, que levantou o público, e I Like Dirt, improvável escolha do clássico "Californication". Can´t Stop, na abertura, e By The Way, na primeira saída, foram as que mais animaram quem estava mais perto do palco. Há muito tempo eles não tocam nada dos três primeiros nem do quinto disco, e não foi em MG que essa escrita mudou. Todos os outros álbuns tiveram ao menos uma representante no setlist. 


Anthony Kiedis, 51 anos completados anteontem, pouco interagiu. A função ficou com Flea, em seu show particular de piruetas, tocando grooves e slaps a 200 km por hora. O guitarrista Josh Klinghoffer, incrivelmente parecido com o antecessor John Frusciante no controle dos ruídos e até no modo de se mover no palco, se mostrou bem integrado ao estilo particular da banda, apesar do improviso imperdoável que mudou o solo de Californication. Os fãs da primeira fila entrevistados pela reportagem, que saíram de Brasília, Goiânia e Ipatinga para o show, não escondiam o "sonho" frustrado que seria ver ao vivo Frusciante, que deixou a banda em 2011. Também não teve Scar Tissue. Quem dera fossem esses os únicos problemas da noite.

Setlist:


1 - Can´t Stop 2- Dani California 3- Otherside 4 - Factor of Faith 5 - Snow 6 - She´s Only 18 7 - I ike Dirt 8 - The Adventures of Rain Dance Maggie 9 - Universally Speaking 10 - Under the Bridge 11 - Jam / Higher Gound 12 - Ethiopia 13 - Jam Flea e Josh / Californication 14 - Jam Flea e Josh / By the Way 15 - Around the World 16 - Give it Away

A árdua tarefa do Yeah Yeah Yeahs

O trio Yeah Yeah Yeahs já entrou em campo perdendo: pouco conhecido no País, o grupo de Nova Iorque teve a árdua missão de "abrir" o show do Red Hot - Jota Quest e O Rappa já haviam tocado no mesmo palco, mas para um Mega Space relativamente vazio.

Com um show curto, de menos de uma hora, a banda não agradou às 40 mil pessoas que esperavam pela atração principal da noite. Nem a simpatia e o jeito enérgico da vocalista Karen O, que entre muitos sorrisos e alguns "obrigada", fez até troca de roupa, não conseguiram conquistar o público.

Revelação do início dos anos 2000 - daquela mesma leva que trouxe o Strokes - os nova iorquinos ainda tiveram contra eles o som baixo.

Antes de tocar a que talvez seja sua música mais conhecida - Maps -, Karen dedicou a "canção de amor" da banda a Lou Reed, morto na última semana; Anthony Kiedis, que completou 51 anos na véspera do show; Minas Gerais, onde a banda tocou pela primeira vez; e ao Red Hot Chili Peppers, com quem eles ainda fazem mais dois shows no Brasil: o Yeah Yeah Yeahs também é a banda de abertura no Rio e em São Paulo. Que eles tenham mais sorte nas duas cidades.

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